Santo do Dia

Conheça a incrível vida do Santo do Dia de hoje e ao final coloque suas intenções para serem lembradas nas Santas Missas e Adorações ao Santíssimo Sacramento.

Beato Vicente Soler – presbítero e mártir do comunismo | 15 de Agosto

A guerra civil da Espanha, em 1936, por divergências de ideais políticos e intolerância à fé, provocou perseguições com massacres de milhares de inocentes: civis e religiosos.

Nesse período, sete religiosos do Convento agostiniano-recoleto de Motril, Granada, também foram presos e condenados à morte. Todos foram fuzilados. Eles eram homens simples, provenientes de regiões e famílias de forte tradição cristã, que tinham professado a Regra de Santo Agostinho e se mantinham distantes das discussões políticas, dedicados somente ao ministério sacerdotal, ao confessionário, às penitências, aos pobres e doentes abandonados.

O último a morrer foi o padre Vicente Soler. Era um religioso exemplar. Iniciou o ministério sacerdotal nas Filipinas, onde experimentou o rigor da perseguição político-religiosa ficando preso durante dezenove anos. Depois, passou pelas Américas, de onde retornou para sua pátria.

Durante seis anos, dirigiu a comunidade da Ordem em Andaluzia. Em 1926, foi eleito para ser o superior. Ao aceitar o cargo, consagrou a Ordem a Nossa Senhora. Mas sentindo o avançar da idade, padre Soler decidiu retirar-se para o Convento da cidade de Motril. Lá também se manteve ativo, renovou a Associação de Santa Rita, fundou o Círculo dos Trabalhadores Católicos e abriu uma escola noturna. A sua vida e o seu apostolado foram de zelo apostólico e de amor à Virgem, a são José e ao Sagrado Coração de Jesus.

No dia 25 de julho, o convento foi invadido pelos soldados, que fuzilaram cinco religiosos. Eram eles: Deogracias Palácios, Leon Inchausti, José Rada, Julian Moreno e José Ricardo Díez. Dois padres conseguiram despistar os soldados. O hospital da cidade abrigou um deles. Era Vicente Pinilla, que foi descoberto no dia seguinte, 26 de julho, e fuzilado na mesma hora. O outro era o padre Soler, que se refugiou na casa de uma família cristã. Mas foi encontrado no dia 29 de julho e levado como prisioneiro.

Na prisão, ele rezava com os prisioneiros, administrava o sacramento da penitência, tendo até mesmo convertido alguns. Por ter sobrevivido à prisão nas Filipinas, mantinha-se alegre e distraia-os contando fatos engraçados de sua vida missionária.

No dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, todos os prisioneiros foram chamados para a execução. Naquele dia seriam fuzilados apenas dezoito. Ao ver o desespero de um pobre pai de oito filhos, padre Soler pediu para substituí-lo. Porém seu pedido foi negado, porque o seu nome já se encontrava na lista. No décimo lugar. E a sua caridade não se limitou a esse gesto heróico. Ele dava a absolvição àqueles que seguiam para a morte. Também deu a absolvição ao décimo primeiro condenado, antes de ele próprio ser fuzilado. O prisioneiro era um jovem que pertencia à Ação Católica, e, apesar de ter sido atingido com três tiros, fez-se de morto, sobrevivendo à execução. Foi ele que contou todos os detalhes sobre o período na prisão e a morte do padre Vicente Soler.

Terço Dourado - Salvai-me, Rainha de Fátima!

Os sete religiosos recoletos mártires de Motril, vítimas do ódio à fé, foram beatificados pelo papa João Paulo II em 1999. O culto litúrgico foi decretado para o dia de suas respectivas mortes. A celebração do bem-aventurado Vicente Soler ocorre no dia 15 de agosto.

Beato Vicente Soler, rogai por nós!

Por que ler a vida do Santo do dia?

Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?

É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.

Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.

O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).

São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)

Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.

Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.

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