Termos de Uso e Política de Privacidade

www.salvaimerainha.org.br

Os presentes Termos de Uso e Política de Privacidade (doravante “Termos”) têm como escopo regular o acesso e uso do “Site” disponibilizado e mantido pela Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima, pessoa jurídica de direito privado, de fins não lucrativos, inscrita no CNPJ/MF nº 02.090.452/0001-37, com sede na Rua Francisca Júlia, n° 290 – Santana, São Paulo/SP, CEP: 02.403-010 (“ACNSF” ou “Associação”) e suas conveniadas.

 

1. Aceite aos Termos

A aceitação destes Termos por parte do Usuário é indispensável ao acesso e à utilização das funcionalidades do Site, a qual deverá ser manifestada por meio de seleção do checkbox correspondente à opção “ACEITO”, quando de seu cadastro, para acesso, doação e posterior interação em ações organizadas pela ACNSF, oportunidade na qual o usuário demonstrará o seu consentimento livreexpresso e informado, sem quaisquer reservas, com relação ao conteúdo destes Termos.

Por meio do Site, Você (doravante “Usuário”) terá acesso a informações e conteúdos relacionados às ações da ACNSF, podendo efetuar doações à Associação, após o cadastro.

O Usuário entende que, ao se cadastrar no site da ACNSF e aceitar os presentes Termos, declara-se apto a utilizar o conteúdo disponibilizado, bem como efetuar doações, e que, por iniciativa própria, aceita e se responsabiliza pelas informações enviadas ao Site.

 

2. Acesso e Disponibilização do Site

Para fazer uso de todas as funcionalidades do Site da ACNSF, principalmente quanto à possibilidade de se efetuar doações, faz-se necessário que o Usuário realize seu cadastro,  e apresente dados cadastrais obrigatórios, como, por exemplo, mas não limitado a, nome completo, e-mail, número de telefone/celular, entre outras informações solicitadas no momento do cadastro.

O Usuário, ao cadastrar-se no Site, reconhece ter mais de 18 (dezoito) anos e ser civilmente capaz, nos termos da legislação brasileira.

ACNSF se reserva o direito de incluir, excluir ou alterar quaisquer aspectos e/ou conteúdo de seu Site, podendo suspendê-lo temporariamente ou cancelá-lo, a seu exclusivo critério e a qualquer tempo, independente de aviso prévio ao Usuário. Da mesma forma, poderá modificar estes Termos, cujas versões mais recentes estarão sempre disponíveis para consulta no Site.

ACNSF se reserva o direito de, sem aviso prévio, cancelar e/ou bloquear o acesso do Usuário, a qualquer momento, caso seja constatado que este praticou algum ato ou mantenha conduta que: i) viole as Leis e regulamentos federais, estaduais e/ou municipais; ii) contrarie as regras destes Termos de Uso e Política de Privacidade; e/ou iii –viole os princípios da moral e dos bons costumes.

 

3. Regras para a Utilização dos Serviços do Site da ACNSF

Por meio do aceite aos presentes Termos, o Usuário declara:

i) Estar ciente de que é o único e exclusivo responsável pelas informações fornecidas, quando de seu acesso ao Site, de inscrições em ações promocionais e da realização de doações à Associação, responsabilizando-se, inclusive perante terceiros, por danos ou prejuízos decorrentes de informações incorretas, incompletas ou inverídicas inseridas no Site;

ii) Reconhecer que, por iniciativa própria, aceita e se responsabiliza pelas informações enviadas ao Site da ACNSF, respondendo por qualquer reivindicação que venha a ser apresentada à ACNSF, judicialmente ou extrajudicialmente, em relação a quaisquer direitos envolvendo o conteúdo encaminhado, ou ainda por danos morais e/ou materiais causados à ACNSF ou a terceiros, por força da presente autorização;

iii) Reconhecer que o Site da ACNSF não deve ser utilizado para quaisquer fins ilícitos;

iv) Ter ciência de que não poderá ser inserido qualquer conteúdo ou material capaz de incorporar elementos nocivos no Site da ACNSF, por quaisquer meios e formas, capazes de impedir o normal funcionamento do website, bem como prejudicar os sistemas informáticos da ACNSF ou de terceiros, ou de danificar documentos e/ou arquivos eletrônicos nestes armazenados;

 

4. Coleta, Tratamento e Armazenamento de Dados

Quando realizado o cadastro para o uso de todas as funcionalidades do Site, a ACNSF coletará e armazenará as informações inseridas ativamente pelo Usuário no Site, bem como demais informações geradas automaticamente, tais como as características do dispositivo de acesso, do navegador, Protocolo de Internet (IP, com data e hora), informações solicitadas, telas acessadas, dados de geolocalização, dentre outros.

A ACNSF  poderá ainda enviar correspondências, e-mails, mensagens via SMS e/ou através de quaisquer aplicativos ou redes sociais, com boletos e pedidos de doações espontâneas para as obras da Associação e suas Conveniadas, tendo o Usuário total liberdade de realizar estas doações ou não, mediante o pagamento de boletos voluntários, depósitos bancários, débitos em conta ou outros meios a combinar.

ACNSF poderá, ainda, coletar seus dados bancários e/ou informações referentes a cartões de crédito, para o processamento da(s) doação(ões) efetuada(s) pelo Usuário, na modalidade selecionada no momento de seu cadastro. Todos os dados coletados por meio do Site da ACNSF são considerados confidenciais pela ACNSF, comprometendo-se esta a adotar adequadas medidas de segurança e conferir tratamento e armazenamento apropriados aos dados em questão.

Ademais, o Usuário reconhece que a ACNSF poderá compartilhar os dados coletados com terceiros, nas seguintes hipóteses:

i) Com empresas e associações parceiras da ACNSF, para fins publicitários, estatísticos, dentre outros,

ii) Para proteger os interesses da ACNSF, em qualquer espécie de conflito, inclusive demandas judiciais; ou

iii) Mediante ordem judicial ou por requerimento de autoridades administrativas que detenham competência legal para sua requisição.

Ainda, o Usuário reconhece que os dados coletados pela ACNSF por meio do Site serão armazenados por esta em servidores próprios ou de empresas contratadas para este propósito, sendo empregados todos os esforços razoáveis de mercado para garantir a segurança dos referidos sistemas na guarda de suas informações, entre eles aqueles que atendem às diretrizes sobre padrões de segurança estabelecidas na legislação brasileira.

Além disso, a ACNSF poderá coletar e informações sobre o uso geral do Site, para saber a frequência de uso, número de visitas, dentre outros, por meio dos Cookies, que são pequenos arquivos de armazenamento de dados, nos quais não estão incluídas informações pessoais, a não ser que você as tenha fornecido, e que não coletam informações registradas em seu computador.

Por fim, o Usuário poderá, a qualquer momento e a seu critério, requerer a correção e/ou exclusão de seus dados coletados pelo Site da ACNSF, com exceção dos dados que deverão permanecer armazenados pela ACNSF em decorrência de obrigações legais, como por exemplo, mas não limitado a, logs de acesso, devendo informar a sua intenção à Associação pelo e-mail acnsf@acnsf.org.br

ACNSF se compromete a empreender todos os melhores esforços para atender às solicitações no menor espaço de tempo possível.

Ainda, o Usuário reconhece que, mesmo em caso de solicitação de exclusão de dados, a ACNSF respeitará o prazo mínimo de armazenamento de informações determinado pela legislação brasileira.

 

5. Propriedade Intelectual

Cada um dos textos, imagens, fotografias, projetos, dados, plantas, imagens, vídeos, ilustrações, ícones, tecnologias, links e demais conteúdos audiovisuais ou sonoros, incluindo desenhos gráficos e códigos-fonte do Site da ACNSF, são de propriedade exclusiva da ACNSF ou de terceiros que tenham cedido ou licenciado seus respectivos materiais à Associação, estando protegidos pelas Leis e tratados internacionais, vedada sua cópia, reprodução ou qualquer outro tipo de utilização, ficando os infratores sujeitos às sanções civis e criminais correspondentes, nos termos das Leis nº 9.279/96, 9.609/98 e 9.610/98.

As marcas, os nomes comerciais ou logotipos de qualquer espécie apresentados por meio do Site da ACNSF são de titularidade da ACNSF ou do terceiro que permitiu o seu uso, de modo que o mero acesso, ou login no website não importa autorização para que o Usuário possa citar as tais marcas, nomes comerciais e logotipos.

 

6. Isenções de Responsabilidade

Sem prejuízo das demais isenções de responsabilidade indicadas nos presentes Termos, o Usuário se declara ciente de que a ACNSF não será responsável:

i) Por quaisquer indisponibilidades, erros e/ou falhas eventualmente apresentadas pelo Site da ACNSF, inclusive por qualquer defraudação da utilidade que o Usuário possa atribuir ao website, pela sua falibilidade ou qualquer dificuldade de acesso enfrentada pelo Usuário;

ii) Por eventuais erros e/ou inconsistências na transmissão de dados, bem como relacionados à qualidade ou disponibilidade da conexão de Internet, capazes de obstar o adequado recebimento de informações pela ACNSF ou pelo Usuário;

iii) Por dados desatualizados, incompletos e/ou inverídicos eventualmente apresentados por meio do Site da ACNSF;

iv) Pelo uso do Site da ACNSF em desacordo com o disposto nestes Termos;

v) Pelos danos e prejuízos de toda natureza decorrentes do conhecimento que terceiros não autorizados possam ter de quaisquer dados fornecidos, por meio do Site da ACNSF, em decorrência de falha exclusivamente relacionada ao Usuário ou a terceiros que fujam a qualquer controle razoável da ACNSF.

 

7. Duração e Finalização do Acesso

O Site da ACNSF está disponibilizado ao Usuário por prazo indeterminado. Contudo, a ACNSF poderá, a qualquer tempo, descontinuá-lo, sem necessidade de aviso prévio ao Usuário e sem que lhe seja devida qualquer indenização em razão disso.

ACNSF poderá, também, limitar o acesso do Usuário ao seu Site, sendo-lhe possível negá-lo ou suspendê-lo, em caso de suspeita de uso indevido ou ilícito, o que pode motivar a exclusão de todas as informações fornecidas por este, sem qualquer indenização ou compensação por conta disso.

 

8. Disposições Gerais

Todas as comunicações pelo Usuário à ACNSF serão consideradas válidas quando realizadas por meio do telefone (11) 2971-9040, no horário comercial, compreendido das 08h00min às 17h00min, de segunda-feira a sexta-feira, ou através do e-mail: acnsf@acnsf.org.br

Por outro lado, todas as comunicações enviadas pela ACNSF serão consideradas válidas quando realizadas por qualquer das informações de contato disponibilizadas pelo Usuário no Site da ACNSF, incluindo-se, mas não limitado a e-mail, telefone, cartas, redes sociais, aplicativos e quaisquer outros.

O Usuário deve estar ciente, contudo, de que terceiros mal-intencionados podem encaminhar e-mails solicitando o fornecimento de informações pelo mesmo meio, ou o pagamento de boletos de natureza diversa a do cadastro efetuado no âmbito do Site da ACNSF, dentre outras fraudes. Caso isto ocorra, deverá o Usuário atentar sempre para os dados do remetente e prontamente informar a ACNSF.

Qualquer cláusula ou condição destes Termos que, por qualquer razão, venha a ser reputada nula ou ineficaz por qualquer Juízo ou Tribunal, não afetará a validade das demais disposições destes Termos, as quais permanecerão plenamente válidas e vinculantes, gerando efeitos em sua máxima extensão.

A falha da ACNSF em exigir quaisquer direitos ou disposições dos presentes Termos não constituirá renúncia, podendo esta exercer regularmente o seu direito, dentro dos prazos legais.

Estes Termos poderão ser alterados a qualquer momento, desde que não haja vedação legal nesse sentido, sendo que a nova versão deste documento entrará em vigor no dia da publicação no Site da ACNSF. O usuário somente será comunicado da alteração dos Termos se houver obrigação legal em tal sentido. Assim, recomenda-se que o Usuário verifique o conteúdo destes Termos periodicamente, os quais estão sempre disponíveis no Site, certificando-se de que analisou sua versão mais atualizada, com base na data indicada ao término do documento.

 

9. Legislação e Foro

A presente relação jurídica é regida exclusivamente pelas Leis brasileira, inclusive eventuais ações decorrentes de violação dos seus termos e condições.

Fica eleito o Foro de domicílio do Usuário para dirimir quaisquer dúvidas, questões ou litígios decorrentes dos presentes Termos, renunciando as partes a qualquer outro, por mais privilegiado que seja.

 

Última atualização: 07.12.2018

Esta é uma boa pergunta que você faz…

Por que ei-de fazer o sacrifício de doar para ajudar alguém ou ajudar uma causa, se eu mesmo tenho tantas necessidades particulares?

E eu quero responder a você com uma história que me contaram e da qual eu tenho tirado muitas lições de vida.
                                              

Certa vez, numa cidade europeia, todo o povo se entristeceu com dois irmãos que ficaram órfãos muito cedo. A filha mais velha tinha 13 anos e o caçula tinha 8 anos.

QUERO AJUDAR

 

Com a morte dos pais e não havendo outros familiares que os ajudassem, o peso do sustento da casa ficou todo com a menina de 13 anos… Imaginem o drama que essa menina enfrentou…

Diariamente, os dois irmãos saiam de casa e caminhavam por alguns quilômetros até à cidade vizinha para conseguirem o sustento para o dia seguinte, por meio dos pequenos trabalhos que faziam…

No entanto, para tornar a vida destas crianças ainda mais sacrificada, o menino de 8 anos tinha nascido com uma grave deformação de crescimento que o impossibilitava caminhar.

Por isso, a irmã, todos os dias, carregava seu irmãozinho às costas.

O povo que os via passar ficava triste com a situação mas, pouco mais poderia fazer do que lhes dar umas esmolas e alimentos.

Certo dia, um homem que os viu passar perguntou à menina:

      –  “Minha jovem, todos os dias vejo você passando diante de minha casa com seu irmão às costas e meu coração se enche de dó de você. Mas, diga-me uma coisa: esse menino que já está tão grande, não lhe pesa muito às costas?

E a menina lhe respondeu:

–   “Não senhor, ele não me pesa porque É MEU IRMÃO!”

Confesso que quando me contaram pela primeira vez esta história eu me emocionei… a menina não lamentava o cansaço porque era o irmão que ela carregava.

Aqui estava a explicação para manter a alegria no sofrimento: o AMOR!

 

Quem ama carrega com alegria, quem ama sofre em comunhão, quem ama se diviniza, pois está imitando a Deus que é AMOR!

Por isso, quando me perguntam por que doar, por que fazer esse sacrifício de dar algo do que é meu aos outros, eu costumo responder o seguinte:

 

Quem doa ama algo! E a pessoa quer doar exatamente porque amou, se compadeceu de alguém ou de alguma causa e por isso, quer dar do que é seu para aliviar uma necessidade dos outros.

 

Nós já percorremos o Brasil de norte a sul e já vimos de perto como há muita gente neste país que sofre muito…!

As campanhas publicitárias passam, as promessas ficam por aí mesmo… e estes nossos irmãos continuam vivendo na sua difícil realidade.  

Agora, eu gostaria que você me respondesse o seguinte:

–   Dá para passar para o outro lado do caminho sem imitar o bom samaritano e ajudar a aliviar as dores de corpo e de espírito de quem tanto sofre?

Não dá!!! E por isso, nós da Associação Nossa Senhora de Fátima desenvolvemos e financiamos centenas de projetos de caridade em todo o país.

Mesmo que às vezes seja difícil para nós entrarmos em mais um projeto, nós fazemos de tudo para não passarmos indiferentes junto a estes “irmãos mais pequeninos”, pois é Cristo que sofre neles!

Pense nisto: E se fosse você que estivesse precisando de ajuda?

E eu garanto a você que a alegria de quem dá é maior do que a de quem recebe.

Lembro-me até hoje da alegria que tivemos ao ajudar a população de Barreirinha – AM, que sofria com terríveis inundações e à qual nós socorremos ajudando 300 famílias desabrigadas.

Noutra ocasião tivemos a honra de ajudar as corajosas irmãs franciscanas de Marechal Thaumaturgo, às quais oferecemos um barco missionário para que pudessem atender as mais de 60 comunidades ribeirinhas do rio Juruá.

A ação delas é tão ampla quanto as necessidades dessas comunidades: elas dão catequese, educam, fazem atendimento de saúde infantil, distribuem alimentos, etc. É uma profunda e completa ação de evangelização!

São centenas de projetos que nos fazem recordar que quem ama o próximo, sofre com as suas dores, carrega com ele a cruz, está disposto a lhe dar do que é seu, e ao final alegra-se com o seu sorriso!

 

AJUDE-NOS A CRIAR SORRISOS!

Seja um doador recorrente desta obra e saiba que a cada mês, o seu sacrifício fará de você um samaritano junto aos mais necessitados!

 

A pior pobreza do século!

O nosso século sofre de uma pobreza muito pior do que a falta de dinheiro, ou de alimento…

O nosso século sofre da falta de Deus! Sofre da falta de princípios morais e humanos!

Tantos de nós ficamos espantados com as notícias que vemos todos os dias: assaltos, assassinatos, corrupção, estupros, falta de respeito, etc, etc, etc.

Agora diga-me: será que nós podemos fazer alguma coisa para melhorar esta situação?

E eu afirmo com convicção que SIM, cada um de nós pode ajudar nesta mudança!

Todos estes problemas da sociedade que referimos são fruto da falta de Deus e do fechar os ouvidos aos ensinamentos de Jesus Cristo!

Você talvez se espante com aquilo que vou dizer, mas se essas pessoas que cometem esses crimes, se tivessem sentido o amor de Deus no fundo de suas almas, e tivessem vivido a alegria de uma vida virtuosa e compreendido como o crime ofende a Deus, à sociedade e à própria alma, tenho certeza moral que muitas dessas pessoas nunca teriam cometido os crimes que cometeram.

Daí a importância das dezenas de projetos de evangelização que nossa associação desenvolve anualmente.

Todos os anos nós distribuímos gratuitamente centenas de milhares de livros, opúsculos e materiais de piedade que têm sempre esta dupla intenção de evangelizar pela informação e pela espiritualidade.

Estes projetos têm um elevado custo e nós sozinhos jamais os conseguiríamos realizar, mas graças a Deus somos apoiados por muitas pessoas que se unem a nós nesta luta por um Brasil mais virtuoso!

Ajude-nos também nesta missão de evangelização, pois a nossa ação de hoje repercutirá no Brasil Católico de amanhã.

 

QUERO AJUDAR

 

 

Esta é uma boa pergunta que você faz…

Por que ei-de fazer o sacrifício de doar para ajudar alguém ou ajudar uma causa, se eu mesmo tenho tantas necessidades particulares?

E eu quero responder a você com uma história que me contaram e da qual eu tenho tirado muitas lições de vida.
                                              

Certa vez, numa cidade europeia, todo o povo se entristeceu com dois irmãos que ficaram órfãos muito cedo. A filha mais velha tinha 13 anos e o caçula tinha 8 anos.

QUERO AJUDAR

 

Com a morte dos pais e não havendo outros familiares que os ajudassem, o peso do sustento da casa ficou todo com a menina de 13 anos… Imaginem o drama que essa menina enfrentou…

Diariamente, os dois irmãos saiam de casa e caminhavam por alguns quilômetros até à cidade vizinha para conseguirem o sustento para o dia seguinte, por meio dos pequenos trabalhos que faziam…

No entanto, para tornar a vida destas crianças ainda mais sacrificada, o menino de 8 anos tinha nascido com uma grave deformação de crescimento que o impossibilitava caminhar.

Por isso, a irmã, todos os dias, carregava seu irmãozinho às costas.

O povo que os via passar ficava triste com a situação mas, pouco mais poderia fazer do que lhes dar umas esmolas e alimentos.

Certo dia, um homem que os viu passar perguntou à menina:

      –  “Minha jovem, todos os dias vejo você passando diante de minha casa com seu irmão às costas e meu coração se enche de dó de você. Mas, diga-me uma coisa: esse menino que já está tão grande, não lhe pesa muito às costas?

E a menina lhe respondeu:

–   “Não senhor, ele não me pesa porque É MEU IRMÃO!”

Confesso que quando me contaram pela primeira vez esta história eu me emocionei… a menina não lamentava o cansaço porque era o irmão que ela carregava.

Aqui estava a explicação para manter a alegria no sofrimento: o AMOR!

 

Quem ama carrega com alegria, quem ama sofre em comunhão, quem ama se diviniza, pois está imitando a Deus que é AMOR!

Por isso, quando me perguntam por que doar, por que fazer esse sacrifício de dar algo do que é meu aos outros, eu costumo responder o seguinte:

 

Quem doa ama algo! E a pessoa quer doar exatamente porque amou, se compadeceu de alguém ou de alguma causa e por isso, quer dar do que é seu para aliviar uma necessidade dos outros.

 

Nós já percorremos o Brasil de norte a sul e já vimos de perto como há muita gente neste país que sofre muito…!

As campanhas publicitárias passam, as promessas ficam por aí mesmo… e estes nossos irmãos continuam vivendo na sua difícil realidade.  

Agora, eu gostaria que você me respondesse o seguinte:

–   Dá para passar para o outro lado do caminho sem imitar o bom samaritano e ajudar a aliviar as dores de corpo e de espírito de quem tanto sofre?

Não dá!!! E por isso, nós da Associação Nossa Senhora de Fátima desenvolvemos e financiamos centenas de projetos de caridade em todo o país.

Mesmo que às vezes seja difícil para nós entrarmos em mais um projeto, nós fazemos de tudo para não passarmos indiferentes junto a estes “irmãos mais pequeninos”, pois é Cristo que sofre neles!

Pense nisto: E se fosse você que estivesse precisando de ajuda?

E eu garanto a você que a alegria de quem dá é maior do que a de quem recebe.

Lembro-me até hoje da alegria que tivemos ao ajudar a população de Barreirinha – AM, que sofria com terríveis inundações e à qual nós socorremos ajudando 300 famílias desabrigadas.

Noutra ocasião tivemos a honra de ajudar as corajosas irmãs franciscanas de Marechal Thaumaturgo, às quais oferecemos um barco missionário para que pudessem atender as mais de 60 comunidades ribeirinhas do rio Juruá.

A ação delas é tão ampla quanto as necessidades dessas comunidades: elas dão catequese, educam, fazem atendimento de saúde infantil, distribuem alimentos, etc. É uma profunda e completa ação de evangelização!

São centenas de projetos que nos fazem recordar que quem ama o próximo, sofre com as suas dores, carrega com ele a cruz, está disposto a lhe dar do que é seu, e ao final alegra-se com o seu sorriso!

 

AJUDE-NOS A CRIAR SORRISOS!

Seja um doador recorrente desta obra e saiba que a cada mês, o seu sacrifício fará de você um samaritano junto aos mais necessitados!

 

A pior pobreza do século!

O nosso século sofre de uma pobreza muito pior do que a falta de dinheiro, ou de alimento…

O nosso século sofre da falta de Deus! Sofre da falta de princípios morais e humanos!

Tantos de nós ficamos espantados com as notícias que vemos todos os dias: assaltos, assassinatos, corrupção, estupros, falta de respeito, etc, etc, etc.

Agora diga-me: será que nós podemos fazer alguma coisa para melhorar esta situação?

E eu afirmo com convicção que SIM, cada um de nós pode ajudar nesta mudança!

Todos estes problemas da sociedade que referimos são fruto da falta de Deus e do fechar os ouvidos aos ensinamentos de Jesus Cristo!

Você talvez se espante com aquilo que vou dizer, mas se essas pessoas que cometem esses crimes, se tivessem sentido o amor de Deus no fundo de suas almas, e tivessem vivido a alegria de uma vida virtuosa e compreendido como o crime ofende a Deus, à sociedade e à própria alma, tenho certeza moral que muitas dessas pessoas nunca teriam cometido os crimes que cometeram.

Daí a importância das dezenas de projetos de evangelização que nossa associação desenvolve anualmente.

Todos os anos nós distribuímos gratuitamente centenas de milhares de livros, opúsculos e materiais de piedade que têm sempre esta dupla intenção de evangelizar pela informação e pela espiritualidade.

Estes projetos têm um elevado custo e nós sozinhos jamais os conseguiríamos realizar, mas graças a Deus somos apoiados por muitas pessoas que se unem a nós nesta luta por um Brasil mais virtuoso!

Ajude-nos também nesta missão de evangelização, pois a nossa ação de hoje repercutirá no Brasil Católico de amanhã.

 

QUERO AJUDAR

 

 

Esta é uma boa pergunta que você faz…

Por que ei-de fazer o sacrifício de doar para ajudar alguém ou ajudar uma causa, se eu mesmo tenho tantas necessidades particulares?

E eu quero responder a você com uma história que me contaram e da qual eu tenho tirado muitas lições de vida.
                                              

Certa vez, numa cidade europeia, todo o povo se entristeceu com dois irmãos que ficaram órfãos muito cedo. A filha mais velha tinha 13 anos e o caçula tinha 8 anos.

QUERO AJUDAR

 

Com a morte dos pais e não havendo outros familiares que os ajudassem, o peso do sustento da casa ficou todo com a menina de 13 anos… Imaginem o drama que essa menina enfrentou…

Diariamente, os dois irmãos saiam de casa e caminhavam por alguns quilômetros até à cidade vizinha para conseguirem o sustento para o dia seguinte, por meio dos pequenos trabalhos que faziam…

No entanto, para tornar a vida destas crianças ainda mais sacrificada, o menino de 8 anos tinha nascido com uma grave deformação de crescimento que o impossibilitava caminhar.

Por isso, a irmã, todos os dias, carregava seu irmãozinho às costas.

O povo que os via passar ficava triste com a situação mas, pouco mais poderia fazer do que lhes dar umas esmolas e alimentos.

Certo dia, um homem que os viu passar perguntou à menina:

      –  “Minha jovem, todos os dias vejo você passando diante de minha casa com seu irmão às costas e meu coração se enche de dó de você. Mas, diga-me uma coisa: esse menino que já está tão grande, não lhe pesa muito às costas?

E a menina lhe respondeu:

–   “Não senhor, ele não me pesa porque É MEU IRMÃO!”

Confesso que quando me contaram pela primeira vez esta história eu me emocionei… a menina não lamentava o cansaço porque era o irmão que ela carregava.

Aqui estava a explicação para manter a alegria no sofrimento: o AMOR!

 

Quem ama carrega com alegria, quem ama sofre em comunhão, quem ama se diviniza, pois está imitando a Deus que é AMOR!

Por isso, quando me perguntam por que doar, por que fazer esse sacrifício de dar algo do que é meu aos outros, eu costumo responder o seguinte:

 

Quem doa ama algo! E a pessoa quer doar exatamente porque amou, se compadeceu de alguém ou de alguma causa e por isso, quer dar do que é seu para aliviar uma necessidade dos outros.

 

Nós já percorremos o Brasil de norte a sul e já vimos de perto como há muita gente neste país que sofre muito…!

As campanhas publicitárias passam, as promessas ficam por aí mesmo… e estes nossos irmãos continuam vivendo na sua difícil realidade.  

Agora, eu gostaria que você me respondesse o seguinte:

–   Dá para passar para o outro lado do caminho sem imitar o bom samaritano e ajudar a aliviar as dores de corpo e de espírito de quem tanto sofre?

Não dá!!! E por isso, nós da Associação Nossa Senhora de Fátima desenvolvemos e financiamos centenas de projetos de caridade em todo o país.

Mesmo que às vezes seja difícil para nós entrarmos em mais um projeto, nós fazemos de tudo para não passarmos indiferentes junto a estes “irmãos mais pequeninos”, pois é Cristo que sofre neles!

Pense nisto: E se fosse você que estivesse precisando de ajuda?

E eu garanto a você que a alegria de quem dá é maior do que a de quem recebe.

Lembro-me até hoje da alegria que tivemos ao ajudar a população de Barreirinha – AM, que sofria com terríveis inundações e à qual nós socorremos ajudando 300 famílias desabrigadas.

Noutra ocasião tivemos a honra de ajudar as corajosas irmãs franciscanas de Marechal Thaumaturgo, às quais oferecemos um barco missionário para que pudessem atender as mais de 60 comunidades ribeirinhas do rio Juruá.

A ação delas é tão ampla quanto as necessidades dessas comunidades: elas dão catequese, educam, fazem atendimento de saúde infantil, distribuem alimentos, etc. É uma profunda e completa ação de evangelização!

São centenas de projetos que nos fazem recordar que quem ama o próximo, sofre com as suas dores, carrega com ele a cruz, está disposto a lhe dar do que é seu, e ao final alegra-se com o seu sorriso!

 

AJUDE-NOS A CRIAR SORRISOS!

Seja um doador recorrente desta obra e saiba que a cada mês, o seu sacrifício fará de você um samaritano junto aos mais necessitados!

 

A pior pobreza do século!

O nosso século sofre de uma pobreza muito pior do que a falta de dinheiro, ou de alimento…

O nosso século sofre da falta de Deus! Sofre da falta de princípios morais e humanos!

Tantos de nós ficamos espantados com as notícias que vemos todos os dias: assaltos, assassinatos, corrupção, estupros, falta de respeito, etc, etc, etc.

Agora diga-me: será que nós podemos fazer alguma coisa para melhorar esta situação?

E eu afirmo com convicção que SIM, cada um de nós pode ajudar nesta mudança!

Todos estes problemas da sociedade que referimos são fruto da falta de Deus e do fechar os ouvidos aos ensinamentos de Jesus Cristo!

Você talvez se espante com aquilo que vou dizer, mas se essas pessoas que cometem esses crimes, se tivessem sentido o amor de Deus no fundo de suas almas, e tivessem vivido a alegria de uma vida virtuosa e compreendido como o crime ofende a Deus, à sociedade e à própria alma, tenho certeza moral que muitas dessas pessoas nunca teriam cometido os crimes que cometeram.

Daí a importância das dezenas de projetos de evangelização que nossa associação desenvolve anualmente.

Todos os anos nós distribuímos gratuitamente centenas de milhares de livros, opúsculos e materiais de piedade que têm sempre esta dupla intenção de evangelizar pela informação e pela espiritualidade.

Estes projetos têm um elevado custo e nós sozinhos jamais os conseguiríamos realizar, mas graças a Deus somos apoiados por muitas pessoas que se unem a nós nesta luta por um Brasil mais virtuoso!

Ajude-nos também nesta missão de evangelização, pois a nossa ação de hoje repercutirá no Brasil Católico de amanhã.

 

QUERO AJUDAR

 

 

Introdução

Acontece que, em 1917, a Virgem Maria profetizou aos três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta, que, se a humanidade não desse ouvidos aos apelos que Ela vinha fazer, começaria uma segunda guerra mundial pior que a primeira e que a Rússia espalharia seus erros pelo mundo. O que de fato aconteceu: a segunda guerra ocorreu de 1939 a 1945 e a revolução comunista na Rússia eclodiu um mês depois da sexta aparição. Nossa Senhora vinha pedir a conversão pois, do contrário, duras perseguições se desencadeariam contra a Igreja e a mão de Deus puniria a terra por sua infidelidade.

Qual caminho a humanidade seguiu? Todos nós sabemos.

Entretanto, por cima destas previsões mais catastróficas, Nossa Senhora anunciou um sol de esperança: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará.”

Portanto, as profecias de Fátima são, antes de tudo, palavras de confiança e de certeza da vitória. Não é o anúncio do fim, mas a aurora de uma nova era histórica.

Esta era histórica virá como uma grande misericórdia. O triunfo d’Ela é o triunfo de Cristo. É o Reino de Maria no Reino de Cristo!

 

 

Primeira aparição da Santíssima Virgem: 13 de maio de 1917

Naquela manhã de domingo, 13 de maio, depois de assistirem à Missa na igreja de Aljustrel, onde moravam, saíram em direção à serra com seu pequeno rebanho de ovelhas. Lúcia disse em tom categórico:

— Vamos para as terras de meu pai, na Cova da Iria.

Obedecendo, os outros tocaram as ovelhas, e lá se foram pela Serra de Aire.

Por volta do meio-dia, após terem tomado seu lanche e rezado o Terço, conforme o pedido que o Anjo lhes havia feito, de súbito, as três crianças viram como que um clarão de relâmpago, que as surpreendeu. Olharam para o céu e, depois, umas para as outras: ficaram mudas e pasmas, pois o horizonte estava limpo e sereno. Que seria?

Diante da admiração respeitosa dos pastorinhos, a Santíssima Virgem lhes disse com suave bondade, segundo o relato da Ir. Lúcia:

A Celeste Mensageira havia produzido nas crianças uma deliciosa impressão de paz e de alegria radiante. De tempos em tempos, o silêncio em que tinham caído era cortado por esta jubilosa exclamação de Jacinta:

Nesta, como nas outras aparições, a Virgem Santíssima falou apenas com Lúcia, sendo que Jacinta só via e ouvia o que Ela dizia. Francisco, entretanto, não A ouvia, mas somente A via. Quando as duas meninas lhe relataram o que Nossa Senhora disse a respeito dele, ficou muito contente e, cruzando as mãos acima de sua cabeça, exclamou em alta voz:

Aquela Senhora tão bonita, como dizia Jacinta, não deu nenhuma ordem para as crianças manterem sigilo sobre a aparição. Mesmo assim, fizeram um “pacto infantil” de segredo, resolvendo não contar nada a ninguém, tal como haviam feito quando o Anjo lhes aparecera.

Como sabemos, crianças não são boas para guardar segredo… e Jacinta tão logo se encontrou com a mãe, correu para contar-lhe o que tinha ocorrido na Cova da Iria. Mas esta não lhe deu nenhum crédito e julgou tratar-se de imaginação infantil.

Mais tarde, durante o jantar com toda a família reunida, Jacinta tornou a contar sua história, deixando seu irmão Francisco numa situação bem difícil. Por um lado, não queria mentir e, por outro, não queria quebrar a promessa feita à prima Lúcia. Optou por ficar em silêncio.

Porém, ao ser interrogado pelo pai, o qual sabia ser o filho incapaz de mentir, não restou outra saída senão confirmar o que Jacinta acabava de contar.

Foi impossível evitar que a notícia corresse por toda a parte.

 

 

Segunda aparição: 13 de junho de 1917

No dia 13 de junho, muitos devotos e curiosos compareceram ao local da aparição. Era por volta de cinquenta o número de pessoas.

Depois de rezarem o Terço, uma moça pediu que se recitasse também a Ladainha da Santíssima Virgem. Lúcia, entretanto, disse que não daria mais tempo. A luz, que elas chamavam de relâmpago, começava a aparecer. As crianças se ajoelharam perto da azinheira e ali pousou Nossa Senhora, como no mês anterior.

A Senhora, então, começou a elevar-Se acima do arbusto, subindo suavemente pela luminosa estrada que seu incomparável brilho parecia abrir no firmamento, até desaparecer.

Lúcia gritou aos circunstantes:

O público ali presente, embora não tivesse visto Nossa Senhora, compreendeu que acabava de se passar algo de extraordinário e sobrenatural. Várias pessoas começaram a tirar raminhos e folhinhas da copa da azinheira, mas logo foram advertidos por Lúcia que colhessem apenas os de baixo.

No caminho de volta para casa, todos iam rezando o Terço em louvor à augusta Senhora que Se dignara descer do Céu até aquele perdido recanto de Portugal.

As aparições do Anjo de Portugal

A primeira das aparições deu-se numa colina próxima da Cova da Iria, denominada Cabeço.

No verão de 1916, quando os três pastorinhos brincavam no terreiro da casa dos pais de Lúcia, junto a um poço ali existente, aparece-lhes novamente o Anjo, como o narra a Ir. Lúcia.

As crianças passam a ter presente em sua alma a necessidade de reparar os pecados dos homens, como conta Walsh a respeito de Francisco.

No fim do verão ou princípio do outono de 1916, mais uma vez na Loca do Cabeço, deu-se a última aparição do celeste mensageiro. Havendo as crianças terminado de merendar, em vez de começarem a brincar, foram rezar numa gruta próxima. Estavam eles de joelhos e inclinados, rezando a oração ensinada pelo Anjo, quando ele tornou a se fazer ver, como nos conta a Ir. Lúcia.

As palavras do Anjo produziram profunda impressão nas três crianças, as quais, a partir de então, começaram a sofrer e rezar fervorosamente pelos pecadores.

Estavam assim já preparados para o encontro com a Rainha dos Anjos!

 

Terceira aparição: “Isto não o digais a ninguém!”

No dia anterior em que se daria a terceira aparição de Nossa Senhora, Lúcia estava resolvida a não comparecer à Cova da Iria, por estar passando por uma dura prova. A mãe não lhe dava crédito e a acusava de mentirosa. Ademais, o pároco do local, depois de a ter interrogado meticulosamente, pronunciou-se da seguinte forma: “Não me parece uma revelação do Céu. Quando se dão estas coisas, por ordinário, Nosso Senhor manda essas almas a quem Se comunica, dar conta do que se passa a seus confessores ou párocos e esta, ao contrário, retrai-se quanto pode. Isto também pode ser um engano do demônio. Vamos ver. O futuro nos dirá o que havemos de pensar.”

A tal ponto esta dúvida foi tomando o seu subconsciente que, certa noite, acordou gritando. Depois, contou o que havia sonhado:

No dia 12 pela tarde, Jacinta e Francisco tentaram convencer Lúcia de todos os modos, mostrando-lhe ser impossível que a Senhora tivesse qualquer relação com o inferno, muito pelo contrário! Lúcia, todavia, permanecia firme em sua resolução. A Jacinta, que lhe insistia com lágrimas nos olhos para acompanhá-los até a Cova da Iria, Lúcia disse: “Olha: se a Senhora te perguntar por mim, diz-Lhe que não vou, porque tenho medo que seja o demônio.”12

No dia seguinte, ao aproximar-se a hora em que deviam partir, Lúcia sentiu-se impulsionada por uma estranha força, que não era fácil resistir. Foi se encontrar com os primos e os encontrou no quarto, de joelhos, chorando e rezando, como ela mesma conta:

E as três crianças se puseram a caminho. Ao chegarem no local das aparições, surpreenderam-se com a multidão que ali se encontrava: eram entre duas ou três mil pessoas.

Quarta aparição: A provação dos pastorinhos

Aproximava-se o dia 13 de agosto, data prevista para a quarta aparição da Mensageira Celestial. A situação das crianças, porém, não era nada fácil. Elas estavam no meio de um fogo cruzado, pois, de um lado, havia autoridades civis e políticas abertamente contrárias à Religião e, de outro, a prudência da Igreja que não se pronunciava favoravelmente com relação às aparições.

Eram os anos posteriores à queda do regime monárquico em Portugal, fato ocorrido em 1910, e a Igreja Católica vivia dias difíceis. O administrador do concelho de Vila Nova de Ourém, Artur de Oliveira Santos, era anticatólico. Como Fátima pertencia justo a este concelho, o administrador mandou intimar os pais dos pastorinhos, com seus filhos, para o sábado, dia 11 de agosto, ao meio-dia.

Na realidade, os pais de Lúcia não acreditavam nas aparições e esperavam que o medo vencesse a filha, para que pudessem voltar à tranquilidade de seus afazeres. Lúcia e o pai foram inquiridos a respeito do Segredo e ela resistiu, mesmo tendo sido ameaçada de morte. O Sr. Marto, pai de Jacinta e Francisco, foi sozinho e não levou Jacinta nem Francisco, pois ele e Da. Olímpia, sua esposa, pensavam diferente dos pais de Lúcia. O administrador foi duro com o Sr. Marto, porque ele não levou os filhos, e resolveu ir até sua casa, desta vez acompanhado de um sacerdote.

Estando o administrador em casa dos pastorinhos, acompanhado do pároco local, quis interrogar Francisco e Jacinta. Como não conseguiu nenhum resultado, resolveu se utilizar de uma artimanha, levando os videntes até a casa do pároco, para serem novamente examinados por ele e pelo próprio sacerdote.

O pároco, querendo “lavar as mãos” e ficar bem com a autoridade civil, interrogou Lúcia primeiro, dizendo-lhe que estavam mentindo, enganando muita gente com a história das aparições, concluindo que todo aquele que diz mentiras vai para o inferno… A menina, inspirada pelo Espírito Santo, respondeu com firmeza: “Se quem mente vai para o inferno, eu não vou para o inferno, porque eu não minto e digo somente o que vi e o que a Senhora me disse. Quanto ao povo que vai lá, vai porque quer. Nós não chamamos ninguém.”17

Tendo sido frustrada a tentativa, o administrador resolveu usar de outra tática. Enganou os pastorinhos, os convidando a irem em seu carro até o local das aparições, mas na verdade os sequestrou, indo para Ourém a toda a velocidade. Lá, os deixou em casa com sua esposa. Cumulou os pequenos de saborosas comidas, fazendo-os brincar com os próprios filhos. Esperava, com isso, amolecer as crianças com todas aquelas manifestações de falsa amabilidade.

Deste modo, passaram o dia da aparição distantes da Cova da Iria. Na ocasião, Francisco soube exprimir bem a dúvida que brotava no coração dos três pastorinhos:

Já na Cova da Iria, uma multidão calculada entre cinco e seis mil pessoas, esperava os pequenos videntes na hora em que Nossa Senhora costumava aparecer.

Desde as onze horas o povo rezava e cantava. No entanto, onde estavam as crianças? Por volta do meio-dia, enquanto rezavam o Terço, chegou alguém de Fátima com a notícia do rapto dos pastorinhos, despertando forte indignação entre todos.

Neste momento, repentinamente ouviu-se um leve murmúrio, seguido de um estrondo de trovão e um relâmpago, como das outras vezes. Viram, então, uma nuvenzinha branca, transparente e leve, pousar suavemente sobre a carrasqueira por uns instantes. Pouco depois, elevou-se e se dissipou no azul do céu. Tudo indica que Nossa Senhora veio e, não encontrando os pequenos, Se retirou, manifestando-Se por meio destes sinais para que a multidão se desse conta de sua presença.

Havendo passado a noite na casa do administrador, na manhã seguinte os guardas levaram os pequenos para exaustivos interrogatórios na sede da administração. Queriam a todo custo descobrir o Segredo, mas as crianças ficaram firmes e tudo foi em vão. Até mesmo ouro lhes ofereceram; todavia eles resistiram e não contaram nada.

Depois, partiram para as ameaças, e ameaças terríveis para pequenas crianças, como a de jogá-las num caldeirão de azeite onde morreriam fritas. Por fim, o administrador terminou por prender os pastorinhos numa cela da cadeia pública, junto com criminosos.

Jacinta chorava com saudade dos pais, que temia nunca mais voltar a ver. Francisco, para encorajar a irmãzinha e a prima a oferecerem tais tormentos como sacrifício pela conversão dos pecadores, conforme o Anjo e a própria Virgem os havia ensinado, disse: “A mãe, se não a tornarmos a ver, paciência! Oferecemos pela conversão dos pecadores. O pior é se Nossa Senhora não volta mais! Isso é que mais me custa! Mas também o ofereço pelos pecadores.”20 A isto, Jacinta acrescentou que deviam oferecer também pelo Santo Padre e em reparação às ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria.

No convívio com os criminosos, na prisão, resolveram rezar o Terço. Cena inaudita: os detentos que ali se encontravam se ajoelharam também, movidos pelo exemplo irresistível daqueles três confessores da Fé.

Apesar do alívio que sentiram na recitação do Terço, terminada a oração Jacinta voltou-se para a janela e tornou a chorar. Os presos que ali se encontravam queriam consolar aquela heroína de apenas sete anos, tentando convencê-la a revelar o Segredo:

Chegou a hora mais crucial da prova: chamaram os pastorinhos para o gabinete do administrador. Em tom intimidativo, este mandou levar Jacinta para, segundo sua ameaça, o caldeirão de azeite fervendo, já que ela não revelava o Segredo. Pensavam que, sendo a mais nova, não resistiria ao medo e o contaria. No entanto, a menina acompanhou aquele que a chamava sem dizer uma palavra.

Em seguida pegaram Francisco pelo braço. Ele, em lágrimas, mas resoluto e firme, tampouco contou o Segredo. Por fim, foi a vez de Lúcia… Ainda que tivesse a ideia de que seus primos estivessem mortos e de que ela seria a próxima, não revelou o Segredo e resistiu àquela cruel pressão, também com heroísmo notável.

Pouco tempo depois, estavam ela e os dois primos num quarto, abraçando-se com alegria! Sem embargo, o tormento ainda não havia passado. Recordemos que a todo este sofrimento se deve acrescentar o aparente abandono da família e as dúvidas que o pároco levantou…

No dia seguinte, 15 de agosto, festa da Assunção de Maria, o administrador os submeteu a novos inquéritos. Vendo perdido seu intento, temendo o pior, devido a um verdadeiro levante popular em defesa das crianças, e querendo salvar a própria pele, resolveu devolvê-las na residência do pároco de Fátima.

Tendo em vista que não se encontraram com Nossa Senhora no dia 13 de agosto, os pastorinhos ficaram com um misto de esperança e desânimo…

Quatro dias depois do sequestro, em 19 de agosto, Jacinta não foi ao campo, e seu irmão João, de onze anos, a substituiu na guarda do rebanho. Estando próximos de Aljustrel, num local chamado Valinhos, Francisco e Lúcia, por volta das quatro horas da tarde, perceberam algo de sobrenatural prenunciando a chegada da Celeste Mensageira.

Lembraram-se imediatamente de Jacinta e pediram que João fosse chamar sua irmã às pressas, chegando esta justo a tempo da aparição.

Assim narra Lúcia o que aconteceu:

Como se pode facilmente concluir, a Virgem Maria, em sua indizível bondade materna, quis vir em socorro daqueles filhos prediletos para os confortar depois do terrível sofrimento pelo qual haviam passado.

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” (Mt 5,4).

 

 

Quinta aparição: 13 de setembro de 1917

 

Ao longo das sucessivas aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, aumentava o número dos que nelas acreditavam. No dia 13 de setembro verificou-se um extraordinário número de peregrinos presentes no local. Muitos já se haviam posto a caminho desde o dia anterior e formavam uma multidão cheia de respeito, calculada entre quinze e vinte mil pessoas, ou talvez mais.

Ainda que breve, a aparição de Nossa Senhora deixou os pequenos videntes felicíssimos, consolados e fortalecidos em sua fé. Francisco, de modo especial, sentia-se transportado de alegria com a perspectiva “de que, no próximo mês, veriam Nosso Senhor”,29 como lhes prometera a Rainha do Céu e da terra.

 

 

 

Última Aparição: “Eu sou a Senhora do Rosário”

 

Naquela manhã fria de outono, uma chuva persistente e abundante tinha transformado a Cova da Iria num imenso lamaçal, e parecia ensopar até os ossos da multidão de cinquenta a setenta mil peregrinos que ali se apinhava, vinda de todos os cantos de Portugal.30

Por volta das onze e meia da manhã, aquele mar de gente abriu passagem aos três videntes que se aproximavam.