Um nome existe, em todas as línguas que não se profere sem emoção, nem mesmo talvez sem lágrimas; nome que sintetiza o que há de mais suave, de mais forte, de mais profundo e de mais durável no amor. Nome que faz a alegria dos pequeninos, encoraja na adolescência e na idade madura, e cuja lembrança conforta a velhice. Nome tão suave, que se considera como infeliz quem não teve a dita de pronunciai-o; é o nome de mãe.

Mas é ao cristianismo que devemos a compreensão da beleza deste nome e das grandezas da missão que ele lembra. Maria, Mãe de Deus, é o tipo da mãe tal como o cristianismo a quer.

Com a encarnação, o Filho de Deus aceitou da humanidade o que ela tinha de compatível com a santidade divina. Criancinha, apareceu com as características e dores da infância; e Maria, como verdadeira Mãe, teve o encargo da formação exterior desta alma, deste coração, teve de dirigir esta vontade. Numa palavra, cabia a Maria orientar com suavidade, para o bem, o próprio Deus.

Inteligência e coração

Do mesmo modo que o Menino Jesus devia ser o modelo dos filhos, sua divina Mãe se tornava o modelo das mães, aplicando a esta obra de educação as duas grandes faculdades que constituem a alma das mães: a inteligência e o coração!

Nossas mães têm inteligência! Mas não esta do sábio que escreve um livro, ou enriquece a ciência com uma descoberta. Mas sim, a compreensão exata, intuitiva, da delicada e espinhosa missão da maternidade, da alma de seu filho. Adivinha os sofrimentos, entende suas necessidades, conhece o coração.

Além disso, é boa! A bondade é a essência, o fundo da sua natureza. A boa mãe é boa porque é mãe! Sua vida é um longo ministério de padecimentos aceitos sem queixa: noites de insônia, dias sem descanso.

Entretanto, não bastam esta inteligência e bondade naturais para formar um católico. Se a mãe não levar em conta que seu filho tem uma alma e se limita apenas a conservar e cuidar do corpo e de sua saúde, esta mãe não entendeu nada do pensamento de Deus.

O amor natural é poderoso, mas as vezes é cego; é forte, mas as vezes se engana. Tudo isso porque as tendências da natureza não são as da graça. Enquanto as mães forem verdadeiramente católicas, seus filhos serão católicos!

É a mãe que cobre de beijos a fronte do filho ainda molhada com as águas do santo batismo. Que se ajoelha junto ao berço onde repousa uma inocência de poucos dias. É a mãe que animando o fruto de seu amor, lhe ensina a balbuciar os nomes de Jesus e Maria. Esta mãe tudo faz para realizar no seu filho essa “maternidade de alma”, incomparavelmente mais bela do que a maternidade do sangue!

A Mãe dos Pirineus

Por volta de 1870, durante a terrível guerra, uma pobre mãe que morava na região dos Pirineus, aflita pela falta de notícias de seu querido filho, resolveu partir a procura dele.

Seguiu sozinha, sem guia, sem recursos, apesar da inclemência do inverno. Atravessou a França, percorreu as províncias ocupadas pelo inimigo, visitou os campos de batalha, repetindo sempre o nome daquele seu filho que ninguém tinha visto.

Entrou na Alemanha, visitou as ambulâncias e, sem cessar, foi andando até que dia teve a consolação de achar seu filho, prisioneiro nas longínquas fronteiras da Rússia.

A separação é uma dor comum a muitas mães. A própria vida dos filhos exige delas que os deixem ir abrigarem-se debaixo de outro teto. Porém, tal separação não é a que mais deve temer. Não há separação, enquanto as almas permanecerem unidas nos pensamentos e nos sentimentos.

Mas, se alguma mãe experimentar a dor de ver a própria alma de seu filho se perder; se ele se esquecer do caminho da Igreja… então esta mãe, assim como a mãe do soldado dos Pirineus, deve partir a procura do filho desgarrado. Há de visitar o filho naqueles campos de batalha, cheio de feridos e cadáveres. E então, ali, na prisão da falta de fé, deverá trazê-lo são e salvo para debaixo do teto que é o amor de uma Mãe Católica.

Feliz e santo dia das Mães a todas aquelas que guardam em seu coração o amor da Virgem Mãe de Deus.


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