O Sagrado Coração no início da Igreja

Na Igreja Católica tudo se faz com ordem, peso e medida. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus quase passou desapercebida nos primeiros séculos.

Orígines, no segundo século escreve: “É certo que São João descansou no Santuário do Coração de Jesus, no meio dos mais íntimos segredos da sua doutrina, e que procurou penetrar nos tesouros da ciência e sabedoria”.

Santo Agostinho disse também: “O soldado abriu para mim o lado do Salvador com a lança, e entrei nele e ali repousei com segurança.

A Idade Média, esta devoção cresceu e expandiu-se mais. Podemos ler em São Bernardo: “Ó doce Jesus, eu vos suplico como sendo meu Deus, admitir-me no santuário de vosso Coração. Ele não foi ferido senão para nos permitir morar nele, para que a chaga visível nos fizesse conhecer a chaga invisível com que o amor Vos feriu. Quem poderá, deixar de amar este Coração ferido por nós, e permanecer insensível a seu amor?”

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A Grande Revelação

Mas foi o próprio Deus que pediu oficialmente a instituição da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. No fim do século XVII, uma Santa  Religiosa da Visitação, Santa Margarida Maria Alaquoque foi encarregada de fazer o Sagrado Coração de Jesus ser conhecido pelo Mundo.

Um dia em que rezava diante do Santíssimo Sacramento exposto, apareceu-lhe Jesus Cristo, radiante de glória, com suas cinco chagas resplandecentes como cinco sóis. Chamas brotavam de seu peito como uma fornalha. No meio deste fogo, Ele mostrou à santa o seu Coração cheio de amor dizendo: “Eis aqui esse Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada, ao ponto de se esgotar e de se consumir para demonstrar seu amor. E, em reconhecimento, eu recebo, da maior parte, ingratidões.”

Numa outra aparição, Nosso Senhora lhe mostrou novamente o Seu Coração, agora, encimado por uma cruz, envolto de espinhos e cercado de chamas, capazes de consumir o mundo inteiro. Pediu então que a primeira Sexta-feira após a oitava de Corpus Christi, fosse destinada a honrar o Sagrado Coração.


As 12 Promessas do Sagrado Coração

Nestas aparições, Nosso Senhor Jesus Cristo fez 12 promessas:

1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração”.

2ª Promessa: “Eu darei aos devotos de meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.”

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”.

4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”.

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na vida e principalmente na hora da morte”.

6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”.

7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias”.

8ª Promessa: “As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas pela prática dessa devoção”.

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.”

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos ”.

11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no meu Coração”.

12ª Promessa: “A todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

 

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A primeira e a terceira promessa deram então origem a uma das mais tradicionais devoções familiares do mundo, a Entronização do Sagrado Coração de Jesus nos lares, atraindo, assim, as bênçãos divinas e a paz de Cristo sobre as famílias.

Entretanto, não basta simplesmente expor a imagem do Sagrado Coração. Não basta o simples gesto da entronização, da consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus. É necessário viver esta devoção dentro do convívio familiar. Apoiada neste amor, cada família poderá carregar as fadigas das obrigações do dia a dia, os sacrifícios próprios da vida dentro do matrimônio. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mt 11,28,29), Este é o convite que o Coração de Jesus faz a cada família.


Os Santos Incentivam esta devoção

Certa vez, São João Evangelista apareceu a Santa Gertrudes. A santa então perguntou ao Apóstolo, porque não havia escrito em seu Evangelho tudo que havia conhecido do Coração de Jesus, tudo que havia experimentado e ouvido quando reclinou-se sobre o peito do Divino Mestre durante a última ceia.

O Apóstolo respondeu: “Durante os primeiros anos da Igreja, o meu ministério devia limitar-se a falar sobre o Verbo Encarnado, Filho Eterno do Pai, palavras fecundas, que a inteligência dos homens pudesse meditar, sem jamais esgotar as suas riquezas. Porém, a graça de ouvir as pulsações do Coração de Jesus… Estas, minha filha, estão reservadas para os últimos tempos. Quando o mundo ouvir esta voz rejuvenescerá, sairá de seu torpor e o calor do amor divino o inflamará ainda mais!”


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