São João Paulo II assim disse uma vez: “às portas do terceiro milênio, olhando os sinais do tempo neste século, Fátima conta-se certamente entre os maiores.” (Mensagem a Mons. Serafim de Souza, bispo de Leiria-Fátima)

Estes sinais apontam para a vitória de Maria que em Fátima proclamou: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”. Esta vitória deve ser magnífica pois é a vitória do Coração da Mãe de todas as mães. Vem a propósito, aqui, recordar o belíssimo episódio das bodas de Caná.

Conta-nos o Evangelho que Jesus e sua Mãe haviam sido convidados para uma festa de casamento. Tais festas naquela época demoravam dias. Os melhores vinhos eram servidos no início, porque, depois de muito beber, os convidados iam perdendo o paladar e aceitando os vinhos de menor qualidade.

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Ofereceram os bons, passaram aos menos bons, mas de repente a bebida acabou. Só havia água para servir, o que seria uma vergonha para os donos da festa.

Percebendo a situação aflitiva, Nossa Senhora se dirige a seu Filho: “Não tem mais vinho”. Ele a olha com muito carinho e, com a linguagem respeitosa daquela época diz: “Mulher, que nos importa a mim e a ti isso? Ainda não chegou a minha hora!” Mas, apesar de tal resposta, Maria diz aos criados: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Jesus não pode deixar de atender ao pedido de sua Mãe. Mandar encher de água seis grandes talhas de pedra e faz servi-la. E eis que o líquido havia se transformado num vinho extraordinário, que deu origem ao comentário: “Mas como?! Foi deixando para o final este vinho tão precioso, tão delicioso? ”

Hoje em dia a humanidade se encontra numa situação semelhante à do anfitrião nas bodas de Caná. Falta o vinho precioso da virtude, de modo tal que não há recanto da terra do qual se possa dizer com certeza: “este povo vive na graça de Deus”.

É por esta razão, leitor, que nossa Associação se preocupa com a propagação desta bela devoção. Queremos que as promessas de um “vinho melhor” para a humanidade sejam conhecidas. Ajude a difundir esta missão.

Precisamente nessa hora de angústia, Nossa Senhora intervém para pedir por nós a seu Divino Filho que nos transforme de água (quantas vezes não tão limpa) em um vinho magnifico. E voltando-se depois a nós, comunicou-nos a mensagem que os três pastorinhos nos transmitiram. A esse propósito, comenta o Cardeal Cerejeira, antigo patriarca de Lisboa:

“A Mensagem de Fátima não é, na sua essência, mais do que repetição das palavras de Nossa Senhora nas bodas de Cará: ‘Fazei o que meu Filho vos disser’; é renovado apelo à observância do Evangelho. Mas, pelas circunstâncias inéditas de milagre, pela angústia trágica da hora que vivemos e pelas esperanças que oferece – tem o significado de tentativa suprema de salvação, ou, como disse certo escritor francês, ‘o último sinal’, ‘a última tentativa de resgate’.

“Enganam-se aqueles que pensam que este altar das esperanças do mundo erguido em Fátima tem sabor de mariolatria, oposto ao verdadeiro culto de Deus segundo o autêntico Evangelho de Cristo. Quem se ajoelha aos pés de altar é logo conduzido até o Coração de Jesus, Salvador e Redentor. A excelsa Mãe de Deus, continua a sua missão: dar Jesus ao mundo. O altar de Fátima foi levantado pela Virgem Santíssima para atrair o mundo desvairado a Cristo e, por Cristo, a Deus.” (Prefácio in Fátima, altar do mundo, Ocidental Editora, Porto, 1953, vol 1, p 16)

O papa Pio XII, em 13 de outubro de 1951, assim disse: “Quando com particular insistência pede o Rosário em família, parece dizer-nos que é na imitação de Sagrada Família que está o segredo da paz no lar. Quando exorta a preocupar-se do próximo como dos próprios interesses, a ponto de orar e nos sacrificarmos pelo seu bem espiritual e temporal, indica o meio verdadeiramente eficaz de restabelecer a concórdia entre as classes sociais. E quando com voz maternamente magoada pede um retorno sincero e uma vida mais cristã, não estará repetindo que só na paz com Deus e no respeito da justiça e da Lei Eterna se pode solidamente alicerçar o edifício da paz mundial?”

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