Em Fátima, A Mãe do céu nos chamou

No dia 13 de maio de 2007, o Cardeal Angelo Sodano foi enviado pelo papa Bento XVI como Legado Pontifício às celebrações do 90º aniversário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Durante sua homilia ressaltou a universalidade, o profundo significado e a atualidade dessas aparições.

(…) anos se passaram daquele dia 13 de Maio de 1917, quando Maria Santíssima pousou o seu olhar sobre este lindo ângulo de Portugal, a Cova da Iria, aparecendo a Lúcia dos Santos, Francisco e Jacinta Marto, a fim de lhes confiar uma mensagem para o mundo inteiro.

Os três pastorinhos andavam entretidos a apascentar o rebanho, quando um intenso relâmpago os surpreendeu: viram sobre uma azinheira uma Senhora lindíssima, que lhes pediu oração e penitência para acabar com a guerra então em curso e valer ao mundo inteiro nas suas necessidades.

Assim começou aquela epopéia mariana que iria se prolongar por cinco meses até o dia 13 de outubro daquele mesmo ano, e que havia, em seguida, de se impor ao mundo, como é típico das obras de Deus.

Sim! Fátima triunfou da incredulidade do mundo, da oposição das autoridades e da reserva da Igreja. Com razão, o saudoso Cardeal Cerejeira, Patriarca de Lisboa, pôde afirmar: “Não foi a Igreja que impôs Fátima, mas Fátima que se impôs à Igreja”.

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A atitude da Igreja

Aqui Pio XII, de venerada memória, enviou, ao final da Segunda Guerra Mundial, o Cardeal Bento Aloisi Masella para coroar, em seu nome, a imagem da Virgem Mãe; era o dia 13 de maio de 1946. Encontravam- se presentes 600 mil fiéis, quando uma coroa de ouro foi colocada sobre a cabeça desta veneranda imagem de Maria. Já antes, num momento trágico daquele Conflito Mundial, em 13 de outubro de 1942, o mesmo Sumo Pontífice consagrara o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.

Mais tarde, por ocasião do cinqüentenário das aparições, em 13 de maio de 1967, o Papa Paulo VI, de venerada memória, quis vir como peregrino a este Santuário. E, por fim, quem não recorda a profunda devoção do saudoso Papa João Paulo II a Nossa Senhora de Fátima?


A entrega a Maria

No dia 13 de maio de 1982, ele viera a este belo Santuário agradecer a Nossa Senhora por ter escapado ao perigo de morte em que estivera depois do atentado. Aqui, o Papa fez um solene ato de entrega e consagração da humanidade a Maria.

Com voz forte e solene, o Pastor da Igreja universal colocava no Coração de Maria os destinos dos homens e das nações, movido por uma grande preocupação com a sorte terrena e eterna deles.

E hoje está presente aqui o Papa Bento XVI, que quis enviar-me para representá-lo nesta solene ocorrência. Ele se encontra agora no Brasil, no grande Santuário de Nossa Senhora Aparecida, e une-se ao nosso canto das glórias de Maria.


A maternidade de Maria

O Evangelho de hoje abre-nos o coração à esperança ao recordar-nos a cena pungente do Calvário em que Jesus, do alto da Cruz, diz ao discípulo amado: “Eis a tua Mãe” (Jo 14, 27).

A partir daí a Mãe de Deus tornou-se a Mãe do homem. Desde aquele momento teve início a maternidade espiritual de Maria, o mistério da sua maternidade universal, que se traduz – como toda maternidade – em amor e solicitude pela vida de cada filho.

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A mensagem de Maria

Maria sabe que está em risco a salvação eterna dos seus filhos e, por isso, repete o apelo de Jesus: “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 15). A mensagem de Jesus torna-se, assim, a mensagem de Maria. É um apelo forte e decidido como aquele que só uma mãe sabe fazer a seus filhos nos momentos importantes da sua vida.

A Maria fomos entregues por seu Filho na Cruz, quando este lhe disse no transe da agonia: “Mulher, eis o teu filho”; e, desde aquele momento, o seu coração de Mãe ficou aberto para nós; como aberto ficara o coração do Filho trespassado pela lança do soldado. Dois corações abertos por um mesmo amor pelo homem e o mundo.


A nossa oração

Hoje sentimos necessidade de nos dirigir a ela com a invocação dum conhecido hino da liturgia: Monstra te esse Matrem. Ó Maria, mostrai-nos que sois Mãe! Os nossos dias deixam-nos a impressão de que muitos se afastam da casa do Pai.

Nós aqui unimo-nos em súplica ao redor da Mãe, para que ilumine as suas consciências e faça regressar os filhos pródigos à casa do Pai. Uma menção particular lhe fazemos dos filhos que vivem na Europa, tentada a esquecer aquela fé que fez a sua força no decorrer dos séculos.

Nos nossos países, está em curso uma apostasia sub-reptícia, que não nos pode deixar indiferentes. Ao Imaculado Coração de Maria, entregamos hoje os destinos dos homens e dos povos do nosso continente, enquanto nos comprometemos a colocar novamente no coração da nossa sociedade aquele fermento do Evangelho que permeará a sua história ao longo dos séculos.

A fim de conseguirmos tão nobre finalidade, prometemos a Maria todo o nosso empenho para ser “o sal da terra e a luz do mundo”. Com a nossa oração, o nosso trabalho e o nosso testemunho cristão, havemos de corresponder ao apelo de Maria e, assim, favorecer a difusão do Evangelho de Cristo no mundo atual.

(Homilia no Santuário de Fátima, 13/5/2007 – Texto publicado em www.santuario-fatima.pt)


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