“Esta noite apareceu-me um anjo de Deus!”(At 27,23)

O padre Cornélio a Lápide, SJ (1567-1637) enumera mais de 40 manifestações de anjos dentro das Sagradas Escrituras. São muitos fatos que se referem aos favores e benefícios que os Anjos fizeram aos homens. Em um destes fatos, no Antigo Testamento, temos Jacó que, partindo de Bersabéia para Arã resolve, ao cair da noite, dormir à beira do caminho, dormiu profundamente e teve uma visão. Viu uma escada que tocava os pés na terra e chegava até o céu. Nela, viu uma multidão de Anjos que subiam e desciam por ela (cf. Gn 28). No Novo Testamento, na noite de Natal, vemos o Anjo que anuncia aos pastores o nascimento do Messias e tantos outros.

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Na História da Igreja vemos os Anjos que consolam os mártires nas prisões e curam suas feridas como bons samaritanos. São os Anjos que alimentam os monges e ajudam os eremitas solitários a triunfarem sobre a solidão habitada pelo demônio. Eles estão intimamente ligados à Eucaristia. Assistem de forma visível às Missas, levam o Santíssimo Sacramento para cristãos que vivem distantes e, sem eles, ficariam privados desse sacramento. Vemos os três pastorinhos de Fátima que, antes das aparições da Mãe de Deus, recebem a visita de um Anjo que lhes dá a Primeira Comunhão. É um ser celestial que aparece a São Tomás de Aquino e o cinge com o misterioso cinto da perfeita castidade. Santa Teresa viu os Anjos levarem em triunfo, o corpo virginal de uma de suas religiosas falecidas, e Santo Estanislau Kotska, preso na casa de um herege em Viena, recebe o Viático das mãos de um Anjo.

No dia 8 de maio recorda-se a aparição de São Miguel no Monte Gargano, na Itália. No século V na cidade de Siponto, vivia aos pés do monte Gargano um pastor que tinha precisamente o nome de Gargano. Era rico em rebanhos e pastagens. Um dia, fugiu um novilho e o pastor o encontrou no alto do dito monte, à entrada de uma gruta. Como o animal não queria sair da caverna, o pastor resolveu matar o animal, tomou seu arco e atirou uma flecha certeira, mas esta, como se fosse agarrada no ar por uma mão invisível, voltou-se de repente no ar e veio ferir o próprio pastor. Assustado, Gargano correu e foi procurar o Bispo para contar o ocorrido. O religioso então ordenou um jejum de três dias para pedir a Deus que explicasse o ocorrido.

Ao fim dos três dias, São Miguel apareceu ao Bispo, disse que aquela montanha estava debaixo de sua proteção angélica e que ele mesmo havia devolvido a flecha do pastor. Rapidamente o bispo anunciou a todo o povo as aparições do Arcanjo e em pouco tempo a gruta tornou-se um santuário de peregrinações.

Durante a Novena de São Miguel, peçamos ao grande Arcanjo que jamais deixemos de pedir a presença dos Anjos em cada momento de nossa vida.

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