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Nossa Senhora do Carmo – O Monte Carmelo

Nossa Senhora do Carmo – Perto de Haifa, em Israel, encontramos o Monte Carmelo. Tráta-se de um conjunto de colinas cujo nome significa “jardim” e, desde a antiguidade é citado nas sagradas escrituras, por exemplo, pelo profeta Isaías que fala do esplendor do Carmelo entre os dons que Deus entregou a seu povo.

O profeta Elias habitou ali quinhentos anos após Moisés, assim como João Baptista no tempo de Jesus. Suas nascentes, grutas e a solidão são atraentes para aqueles que buscam encontrar a Deus no silêncio.

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Por esta razão, antecipando o monacato católico, uns tantos discípulos de Elias escolheram o alto do Monte Carmelo para, ali, abraçar a contemplação. Assim permaneceram na sucessão das gerações, até a vinda do Senhor. Vários deles se converteram depois de Pentecostes e foram os primeiros a erigir um oratório em louvor a Nossa Senhora.

Depois de Elias, seu discípulo Eliseu continuou a habitar aquela montanha, rodeado de “filhos dos profetas” (cf. 2Rs 2,25; 4, 25; 4,38, etc.). Conhece-se ali uma “gruta de Elias” e uma caverna chamada de “Escola dos Profetas”.

A Ordem Carmelita

Mas o primeiro documento da História que chegou até nós, mencionando um grupo de eremitas no Monte Carmelo, é da metade do séc. XII. Viviam eles sob a direção de um ex-militar de nome Bertoldo.

Em 1154 ou 1155, um parente deste, Aymeric, Patriarca de Antioquia, o orientara no estabelecimento do eremitério. A um monge grego, João Focas, que o visitou em 1185, São Bertoldo contou ter-se retirado com dez discípulos para o Carmelo em virtude de uma aparição de Santo Elias.

A comunidade cresceu rapidamente e foi necessário criar-se uma regra de vida. Procuraram então o Patriarca de Jerusalém, Santo Alberto e lhe pediram que escrevesse tal regra que ficou pronta em 1209 e aprovada pelo Papa Inocêncio IV, em 1247. Deste modo, oficialmente era constituída a Ordem Carmelita.

Era um documento de uma simplicidade única. Cada detalhe, cada aspecto da vida na Ordem Carmelita era pensado a partir de um ideal: “viver em obséquio de Jesus Cristo”, tendo a Virgem Maria como Irmã e Mestra.

O perigo mouro obrigou a Ordem Carmelita a sair do Monte Carmelo e se estabelecer na Europa. Entretanto, problemas para obterem o reconhecimento das autoridades eclesiásticas europeias e a adaptação do estilo de vida eremítico no contexto social e econômico de então levaram a ordem a quase extinção. 

São Simão Stock

São Simão Stock nasceu em 1165 no Condado de Kent, Inglaterra. Quando tinha apenas 12 anos de idade, desejou consagrar sua vida a Deus, porém, seus pais não permitiram. Apesar da oposição dos pais, passou a ter uma vida de solidão e recolhimento, vivendo  na concavidade do tronco de uma árvore, daí vem seu nome “Stock”, que significa “tronco”.

Mais tarde, decidiu abandonar a solidão e completar seus estudos. Fez-se então carmelita sendo ordenado sacerdote. Em 1245, foi eleito Prior Geral.

No dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock, então Prior Geral da Ordem Carmelita, suplicava a ajuda de Nossa Senhora. Enquanto ele rezava, a Virgem apareceu-lhe, trazendo o Escapulário nas mãos, e disse essas confortadoras palavras:

“Filho diletíssimo, recebe o Escapulário da tua Ordem, sinal especial de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os carmelitas. Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno. É sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre.”

Escapulário do Carmo

A Igreja assumiu o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo e fez dele uma das devoções mais difundidas entre o povo de Deus.

É verdade que Nossa Senhora não pôs condição alguma ao fazer sua promessa. Simplesmente afirma: “Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno”. Não obstante, para beneficiar-se deste privilégio, é preciso usar o Escapulário com reta intenção. Neste caso, se na hora da morte a pessoa estiver em estado de pecado, Nossa Senhora providenciará, de alguma forma, que ela se arrependa e receba os sacramentos. E nisto a misericórdia da Mãe de Deus se mostra verdadeiramente insondável!

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Alguns exemplos atestam de modo eloquente esta verdade: um caso – narrado por Dom Marcos Barbosa na obra “O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo” – se passou na Inglaterra. Na hora da morte, um cavaleiro conhecido por sua grande impiedade, em vez de pedir a Deus perdão de seus pecados, blasfemava dizendo: “Quero o inferno e o diabo!” Os presentes, horrorizados, chamaram São Simão Stock, o qual tomou o Escapulário e estendeu-o sobre o blasfemador. Imediatamente este se arrependeu e pediu os sacramentos.

O Privilégio Sabatino

Segundo antiga e piedosa tradição, a Santíssima Virgem, aparecendo ao Papa João XXII, prometeu livrar do Purgatório, no primeiro sábado após a morte, todos os que portarem devotamente o Escapulário. Este é o chamado “privilégio sabatino”. Para se beneficiar dele é preciso manter pois a castidade segundo o próprio estado, recitar o Pequeno Ofício da Imaculada ou rezar um terço todos os dias.

O Escapulário é um sinal de aliança com Nossa Senhora, e exprime nossa consagração a Ela. Seu uso é um poderoso meio de afervorar os que vivem em estado de graça e de converter os pecadores.

Deus não deixa sem recompensa nenhum benefício feito a uma pessoa necessitada, mesmo um simples pedaço de pão dado a um indigente. Imagine, pois, como Ele recompensará quem ajudar na salvação de uma alma!

Seja, portanto, você também, um ardoroso propagador do santo Escapulário! Nossa Senhora lhe retribuirá com toda espécie de graças e favores já nesta terra; e mais ainda no Céu.

Como receber e usar o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

1– Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário.

2 – Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez.

3 – Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo.

4 – Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção.

5 – Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme.

6 – Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora.

7 – Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote.

8 – O Papa São Pio X autorizou substituir o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo por uma medalha que tenha de um lado o Sagrado Coração de Jesus e do outro uma imagem de Nossa Senhora. Mas a recepção deve ser feita com o escapulário de tecido.


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