Ataques contra Lourdes

As aparições de Lourdes aconteceram no período auge em que o anticlericalismo do século XIX movia perseguições e procurava ridicularizar a Igreja. Para eles, nos fatos ocorridos com as águas de Lourdes, não havia doenças autênticas e, em consequência, as curas também não existiam. Então, uma verdadeira máquina difamatória entrou em ação contra Bernardette e os milagres, contra Lourdes e a Igreja.

O farmacêutico da cidade, o diretor de uma escola superior e o delegado de polícia afirmavam que a água era “muito ruim”, que era causa de “graves perigos”. A população não deu a menor credibilidade a esses boatos.

Por isso, o ataque foi diversificado. Outro farmacêutico de fora de Lourdes inventou um parecer pseudo científico: os milagres eram falsos. A explicação das curas estaria na composição físico-química da água…

Houve quem afirmasse que não havia participação sobrenatural nas curas porque a água de Lourdes seria… radioativa. “Explicações” do mesmo gênero foram ainda repetidas, como num realejo, até no século XX. Todas elas foram refutadas, não convenceram a ninguém.


Triunfo de Maria sobre a impiedade

O fluxo de graças em Lourdes era evidente, porém, era necessário eliminar qualquer resquício de dúvidas a propósito das aparições e dos milagres decorrentes delas.  A ofensiva das críticas e calúnias contra os milagres de Lourdes favoreceu o aparecimento da Comissão Medica de Lourdes, criada por Dom Laurence, bispo diocesano de Tarbes-Lourdes, em 28 de julho de 1858, doze dias depois da última aparição de Nossa Senhora.

Essa primeira comissão foi a base para o surgimento do atual Bureau Médico de Lourdes.

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Bureau Médico de Lourdes

Com seus métodos e critérios cientificamente rígidos e sempre atualizados, o Bureau constata que fatos naturalmente inexplicáveis podem acontecer. Em outras palavras: o milagre acontece. E em Lourdes eles têm sido abundantes, para glória de Deus e da Imaculada Conceição.

Se a ciência não é capaz de explicar o fato acontecido, o Bureau envia o resultado dessa constatação ao Bispo de onde veio a pessoa favorecida pela cura. O Bispo é quem decide oficialmente pelo reconhecimento ou não do milagre e não se pronuncia do ponto vista médico.

Qualquer medico pode assistir uma sessão do Bureau que é composto por analistas de todas as especialidades, católicos ou não.

Qualquer fiel que se julgue beneficiado por um milagre é feita uma ficha minuciosa com a narração do fato. Para isso são necessários documentos médicos comprobatórios da doença antes da cura, de sua gravidade e natureza. Por falta deles, muitos casos não são aceitos, mesmo tendo reais aparências de milagres.


Os números

Quase 7000 pessoas tiveram seus pedidos de constatação de milagres aceitos pelo Bureau Médico de Lourdes. Por volta de 2000 casos foram julgados como sendo inexplicáveis pela ciência. A igreja, sempre prudente, reconheceu como miraculosos 67 desses casos.

Esses números não contabilizam o total de fiéis que alegam uma cura milagrosa em Lourdes.

Muita gente favorecida não sabe da existência do Bureau e, portanto, nele não registram suas curas. Também, muitas outras pessoas não possuem a documentação necessária para ser apresentada ao Bureau.

Há ainda o fato de um número enorme de fiéis que, embora tendo certeza de que suas curas sejam sobrenaturais, não se apresentam ao Bureau porque as doenças não têm proporções para isso.

Essas curas físicas são as únicas visíveis. Elas devem ser tidas como um sinal das curas invisíveis que têm lugar em Lourdes e que talvez sejam mais numerosas e importantes. São curas do coração, da alma, a cura do pecado, a reconciliação com Deus, com os outros e consigo mesmo. O número desse tipo de curas é enorme, porém, não são próprios para análise médica.

 


Um Prêmio Nobel e Lourdes

O médico francês e Prêmio Nobel de Medicina, Luc Montagnier, descobridor do vírus HIV Sempre classificar-se como sendo um agnóstico. Recentemente surpreendeu o mundo ao afirmar que nos milagres de Lourdes “há algo inexplicável”.

A opinião do cientista e ex-diretor do Instituto Pasteur, saiu impressa no livro “Le Mointe Le Nobel” (“O Monge e o Nobel”) que inclui o diálogo entre Montagnier e monge cisterciense Michael Nissaut sobre o futuro da planeta e erradicação de doenças crônicas.

Das conversas chamou a atenção, justamente o farto de o cientista ateu, ao abordar o tema das curas milagrosas ocorridas no Santuário de Lourdes, referir-se a elas como sendo inexplicáveis:

“Quando um fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não se tem necessidade de negar nada”, afirmou Montagnier na conversa, e em seguida assegurou que “nos milagres de Lourdes existe algo de inexplicável”.

Esta é uma opinião que para muitos é um exemplo de coerência no mundo da ciência, que o mesmo Nobel de Medicina enfatiza chamando a atenção de alguns de seus colegas:

“Muitos cientistas cometem o erro de rejeitar o que eles não entendem. Não me agrada essa atitude. Constantemente citam a frase do astrofísico Carl Sagan: “a ausência de provas, não é prova da ausência ”.

O livro menciona que o cientista estudou vários milagres de Lourdes, e que por isso afirma crer que são inexplicáveis: “Não me explico estes milagres, mas reconheço que são curas que não estão incluídas no estado atual da ciência”.

Montagnier também reconhece o importante trabalho que a Igreja tem feito no cuidado e acompanhamento dos enfermos, especialmente os portadores de HIV, tema que ele conhece muito bem por ser o descobridor deste mortal virus: “As ordens religiosas cristãs jogam um papel muito positivo no cuidado com os enfermos. Reconheço que, no âmbito da atenção hospitalar, a Igreja tem sido a pioneira”.

O cientista ateu afirma que nos anos de investigação do virus HIV, sobretudo nos primeiros, ele viu como constantemente a Fé e a proximidade da Igreja ajudava os enfermos a fazer frente à doença, sobretudo a não se sentir abandonados.

“É através desta experiência que tenho reconhecido sempre a contribuição pioneira e inestimável da Igreja no campo da atenção hospitalar”, sublinha.

Assim é Lourdes!

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.


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