O Primeiro Santo nascido no Brasil

O primeiro santo nascido no Brasil, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como São Frei Galvão é comemorado no dia 25 de outubro. Nasceu no dia 10 de maio de 1739 em Guaratinguetá – SP, em uma numerosa família que possuía muitas posses. Posses essas que abandonou para tornar-se religioso.

Entrou no convento dos filhos de São Francisco no Rio de Janeiro aos 16 anos. Em 1762 foi admitido à ordenação sacerdotal, foi então enviado para o Convento de São Francisco, em São Paulo, para os estudos de filosofia e teologia.

Frei Galvão fundou em 1774 o conhecido Convento da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição, e em 1811 o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba (SP). Já com a saúde debilidade, Frei Galvão passou a residir no convento da Luz até 1822, quando veio a falecer no dia 23 de dezembro.

São João Paulo II o beatificou 25 de outubro de 1998 e Bento XVI o canonizou em 11 de maio de 2007. Sobre a fama de santidade de Frei Galvão, a Irmã Célia Cadorin, postuladora da sua causa de canonização, ressalta que não faltaram as provas e documentos. “O processo inteiro comportou quase 10 mil páginas, contendo um relato sintético de mais de 8 mil graças alcançadas”. Entre as numerosas graças recebidas pela intercessão de Frei Galvão destacam-se, pela simplicidade e pela maravilhosa confiança na Mãe de Deus que encerram, as pílulas miraculosas.

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As pílulas de Frei Galvão

Diz a história que certo dia apresentaram a Frei Galvão um moço com muitas dores, sem poder expelir uns cálculos renais. O santo religioso movido de compaixão, depois de rezar teve uma súbita inspiração. Escreveu em três papelinhos a seguinte frase do ofício da Santíssima Virgem Maria: “Post partum Virgo inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis”, ou seja: “Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta; Mãe de Deus, intercedei por nós”.

Enrolou os papeizinhos em forma de pílula e deu ao jovem para que os tomasse como remédio. Logo depois o moço expeliu um grande cálculo e ficou curado. Mais tarde um homem aflito procurou Frei Galvão, dizendo que sua esposa, que ia dar à luz, estava muito mal. Novamente ele se lembrou do versículo do ofício de Nossa Senhora escreveu, enrolou e mandou as pílulas para a mulher. Depois de tomá-las, ela deu à luz sem nenhum problema.

Estes e outros fatos se propagaram rapidamente e os pedidos dos célebres papelinhos, ou pílulas, ficaram muito frequentes. Frei Galvão ensinou às irmãs do Convento da Luz a fazerem pílulas, de modo que, mesmo em sua ausência, as pudessem dar às pessoas que viessem pedir na portaria do Convento. No início as pílulas eram procuradas sobretudo pelas senhoras grávidas. Com o tempo, porém, começaram a ser usadas por quem sofria de enfermidades diversas, de modo especial problemas renais, cálculos ou pedras nos rins. E até para a conversão de pecadores. Hoje em dia são solicitadas por homens, mulheres e jovens que nas doenças – principalmente câncer – ou em dificuldades de toda espécie, invocam a intercessão do servo de Deus e as tomam com fé.

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O frango do diabo

Na cidade de Itu residia um ex-escravo que, estando doente, fez a promessa que, se ficasse curado, levaria a Frei Galvão “uma vara de frangos”. Ele logo se viu livre da doença e prontamente foi pagar sua promessa. Escolheu 10 frangos e foi amarrando as aves em uma vara e seguiu rumo ao convento. No meio do caminho, três frangos fugiram. Ele conseguiu rapidamente pegar dois, entretanto, o terceiro fugiu. Irritado, ele gritou: “volta aqui, frango do diabo!” Foi quando o frango ficou preso em uma moita de espinhos e foi pego. Quando chegou no convento o ex-escravo foi entregar a vara de frangos para o santo. Frei Galvão aceitou todos, menos um, o último. Quando lhe foi perguntado por que não aceitava, o Santo disse: “Este você já entregou ao diabo!”

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Filho e escravo de Maria

Demos graças a Deus pelos contínuos benefícios alcançados pelo poderoso influxo evangelizador que o Espírito Santo imprimiu em tantas almas através do Frei Galvão. (…) grande devoto da Imaculada Conceição de Maria, de quem ele se considerava ‘filho e perpétuo escravo’. (…) O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer. É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento.

É neste momento que teremos em Nossa Senhora a melhor defesa contra os males que afligem a vida moderna; a devoção mariana é garantia certa de proteção maternal e de amparo na hora da tentação. Não será esta misteriosa presença da Virgem Puríssima, quando invocarmos proteção e auxílio à Senhora Aparecida? (…) Agradeçamos a Deus Pai, a Deus Filho, a Deus Espírito Santo, dos quais nos vêm, por intercessão da Virgem Maria, todas as bênçãos do céu. (Homilia de Bento XVI durante a canonização de Santo Antonio de Santa Galvão, 11 de Maio de 2007.

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