“Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma Boa-Nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.” (Lc 2, 8-12)

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O que pensavam os pastores? Talvez fossem sentimentos simples, simples como os conhecimentos que tinham a respeito da vinda do Messias. Alguns poderiam talvez ter tido uma decepção ante a aparente contradição entre os dois sinais indicados pelos anjos, para reconhecerem o Messias esperado: “Hoje nasceu o Salvador do mundo. Achareis um menino envolto em paninhos e deitado numa manjedoura. ”

– Como? O Salvador, o Messias é uma humilde criancinha, chorando em meio a um pouco de palha numa manjedoura?

Mas, pouco importa. O Menino Jesus, de seu pobre presépio chamava aqueles corações simples e leais. E, por isso, eles se põem a caminho e seus passos são pesados e apressados ao mesmo tempo. Quando entram na gruta, aproximam-se de Jesus… surpresa, encanto, e talvez lágrimas.

Eles observam a criancinha tão bela, radiante, colocada sobre as palhas de uma pobreza extrema. Ao lado dela, uma mulher resplandecente de pureza e um varão sério e de porte real  que guardava um tesouro. Aquela cena se apresenta tão nobre, tão bela que não conseguiam dizer uma palavra, porém, ao mesmo tempo, se sentem animados a perguntarem de onde o casal tinha vindo, que fazia, se precisavam de alguma coisa.

Os pastores compreendem as explicações de José, o olhar de Maria e as lágrimas da criancinha e ali, naquela visita dos pastores, surgem duas principais qualidades das pessoas de coração aberto, a Admiração e a Dedicação.

Eles admiram e por isso seu coração se abre, seus olhos brilham e, naquele momento, a gruta era um palácio, a manjedoura era um trono dourado e a criança, um poderoso Rei. Aproximaram-se cheios de admiração e por isso se ajoelharam e beijaram com ternura os pezinhos do Menino Jesus. Uns sorriam, outros choravam. A admiração é seguida da dedicação. O que poderiam oferecer? Um olhava para o outro! Ofereceram o que haviam trazido para ele: frutas, leite, ovos, e outros alimentos.

São estes os dois sentimentos que o Menino Deus quer encontrar em nós neste Natal, a admiração e a dedicação!

Não merece nossa admiração, um Deus que se faz criança? O Todo-Poderoso que se faz fraco, o Rei que se faz escravo? Ele é o “Deus Admirável”

Mas não basta apenas admirar! É preciso como os pastores, que cada um de nós, ofereça a Ele o presente de nossa dedicação, o presente de nosso coração para amá-lo, de nosso corpo para servi-lo, de nossos bens para suavizar seus sofrimentos na pessoa do irmão que sofre, o presente de nosso espírito para fazê-lo conhecido daqueles que vivem afastados do seu amor.

Amar e dar! Amando o pequeno Jesus, entreguemos neste Natal aquilo que mais amamos no mundo! Cada um sabe o que mais ama, Ele, o Menino Deus nos ama e espera nosso amor.

Santo Natal.

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