Conselhos para quem dá conselhos…

Conselhos para quem dá conselhos…

A prudência é a virtude dos governantes, e não há governo mais delicado que o das almas. E isto se aplica em especial ao sacerdote ou religioso, mas também vale para todo e qualquer batizado que tenha almas para orientar. Para eles, a prudência consiste no fim ao qual se encaminha toda sua ação apostólica e os meios com os quais conta para conseguir alcançá-lo. Isto é, como se deve aplicar todos os meios para alcançar a salvação e santificação das almas.

Para um sacerdote, a prudência ensinará:

  1. A expor convenientemente a palavra de Deus – É ela quem indica ao sacerdote o que deve calar e o que deve dizer. Como dizer para não ofender os fiéis, sem também cair na omissão de seu dever de alertar contra o mal.
  2. A sentar-se no confessionário. O confessor é: O juiz que deve perguntar com clareza e precisão para formar um juízo correto, dar a sentença justa e impor a penitência adequada. O doutor que deve ensinar sem escandalizar. O médico que investiga as causas da enfermidade para aplicar o remédio certo e eficaz. E, finalmente, o pai que inspira confiança, porém, com paternal severidade para não facilitar, com suas fraquezas, o caminho para o pecado.
  3. A administrar todos os sacramentos – Sendo prudente, o sacerdote não os torna odiosos aos fiéis, porém, sempre impõe suave e firmemente o que pede Deus, a liturgia, o Direito Canônico e o bem das almas.

Agora, para os que não são sacerdotes, religiosos, ou consagrados, mas são casados, tem seu lar para conduzir, como fazer?

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São Bento, no capítulo 64 da Regra, quando trata “Da ordenação do Abade” deixa preciosos conselhos para sua ordem religioso, mas que podem, muito bem, serem aplicados dentro de nosso lar.

Ele diz:

“O Abade ordenado pense sempre no fardo que recebeu e a quem deverá prestar contas de sua administração e saiba que lhe convém mais servir que presidir.

Deve, pois, ser douto na lei divina, de modo que saiba e tenha de onde tirar ‘coisas novas e velhas’. Seja casto, sóbrio, misericordioso e ponha sempre a misericórdia acima da justiça, para que consiga o mesmo para si.

Odeie os vícios, ame os irmãos. Na própria correção proceda com prudência e sem excessos, para que, raspando demais a ferrugem, o vaso não venha a quebrar. Suspeite sempre de sua própria fragilidade e lembre-se que não deve esmagar o caniço já rachado. Não dizemos, com isso, que permita que os vícios cresçam, mas os ampute com prudência e caridade, segundo julgar conveniente a cada um, como já dissemos.

Se esforce por ser mais amado que temido. Não seja turbulento nem ansioso; não seja ciumento nem muito desconfiado, pois nunca terá descanso. Nas suas ordens seja prudente e refletido. Se mandar fazer algo referente às coisas divinas ou seculares, faça-o com discernimento e moderação lembrando-se da discrição do santo Jacó, que dizia: ‘Se eu fizer meus rebanhos trabalharem andando demais, morrerão todos num só dia’.

Aproveitando esses e outros exemplos de prudência, mãe das virtudes, equilibre tudo de tal modo que os fortes encontrem o que desejam e os fracos não fujam. E, sobretudo, conserve em tudo a presente Regra, para que, depois de ter bem administrado, ouça do Senhor o que Ele disse ao bom servo que distribuiu o trigo a seus servos no devido tempo: ‘Em verdade vos digo, ele o estabelecerá sobre todos os seus bens’”

Obra consultada: ORIA, Angel Herrera, La Palabra de Cristo, BAC, Madrid, 1955

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Esta é uma boa pergunta que você faz…

Por que ei-de fazer o sacrifício de doar para ajudar alguém ou ajudar uma causa, se eu mesmo tenho tantas necessidades particulares?

E eu quero responder a você com uma história que me contaram e da qual eu tenho tirado muitas lições de vida.
                                              

Certa vez, numa cidade europeia, todo o povo se entristeceu com dois irmãos que ficaram órfãos muito cedo. A filha mais velha tinha 13 anos e o caçula tinha 8 anos.

QUERO AJUDAR

 

Com a morte dos pais e não havendo outros familiares que os ajudassem, o peso do sustento da casa ficou todo com a menina de 13 anos… Imaginem o drama que essa menina enfrentou…

Diariamente, os dois irmãos saiam de casa e caminhavam por alguns quilômetros até à cidade vizinha para conseguirem o sustento para o dia seguinte, por meio dos pequenos trabalhos que faziam…

No entanto, para tornar a vida destas crianças ainda mais sacrificada, o menino de 8 anos tinha nascido com uma grave deformação de crescimento que o impossibilitava caminhar.

Por isso, a irmã, todos os dias, carregava seu irmãozinho às costas.

O povo que os via passar ficava triste com a situação mas, pouco mais poderia fazer do que lhes dar umas esmolas e alimentos.

Certo dia, um homem que os viu passar perguntou à menina:

  • “Minha jovem, todos os dias vejo você passando diante de minha casa com seu irmão às costas e meu coração se enche de dó de você. Mas, diga-me uma coisa: esse menino que já está tão grande, não lhe pesa muito às costas?

E a menina lhe respondeu:

  • “Não senhor, ele não me pesa porque É MEU IRMÃO!”

Confesso que quando me contaram pela primeira vez esta história eu me emocionei… a menina não lamentava o cansaço porque era o irmão que ela carregava.

Aqui estava a explicação para manter a alegria no sofrimento: o AMOR!

 

Quem ama carrega com alegria, quem ama sofre em comunhão, quem ama se diviniza, pois está imitando a Deus que é AMOR!

Por isso, quando me perguntam por que doar, por que fazer esse sacrifício de dar algo do que é meu aos outros, eu costumo responder o seguinte:

Quem doa ama algo! E a pessoa quer doar exatamente porque amou, se compadeceu de alguém ou de alguma causa e por isso, quer dar do que é seu para aliviar uma necessidade dos outros.

Nós já percorremos o Brasil de norte a sul e já vimos de perto como há muita gente neste país que sofre muito…!

As campanhas publicitárias passam, as promessas ficam por aí mesmo… e estes nossos irmãos continuam vivendo na sua difícil realidade.  

Agora, eu gostaria que você me respondesse o seguinte:

  • Dá para passar para o outro lado do caminho sem imitar o bom samaritano e ajudar a aliviar as dores de corpo e de espírito de quem tanto sofre?

Não dá!!! E por isso, nós da Associação Nossa Senhora de Fátima desenvolvemos e financiamos centenas de projetos de caridade em todo o país.

Mesmo que às vezes seja difícil para nós entrarmos em mais um projeto, nós fazemos de tudo para não passarmos indiferentes junto a estes “irmãos mais pequeninos”, pois é Cristo que sofre neles!

Pense nisto: E se fosse você que estivesse precisando de ajuda?

E eu garanto a você que a alegria de quem dá é maior do que a de quem recebe.

Lembro-me até hoje da alegria que tivemos ao ajudar a população de Barreirinha – AM, que sofria com terríveis inundações e à qual nós socorremos ajudando 300 famílias desabrigadas.

Noutra ocasião tivemos a honra de ajudar as corajosas irmãs franciscanas de Marechal Thaumaturgo, às quais oferecemos um barco missionário para que pudessem atender as mais de 60 comunidades ribeirinhas do rio Juruá.

A ação delas é tão ampla quanto as necessidades dessas comunidades: elas dão catequese, educam, fazem atendimento de saúde infantil, distribuem alimentos, etc. É uma profunda e completa ação de evangelização!

São centenas de projetos que nos fazem recordar que quem ama o próximo, sofre com as suas dores, carrega com ele a cruz, está disposto a lhe dar do que é seu, e ao final alegra-se com o seu sorriso!

 

AJUDE-NOS A CRIAR SORRISOS!

Seja um doador recorrente desta obra e saiba que a cada mês, o seu sacrifício fará de você um samaritano junto aos mais necessitados!

A pior pobreza do século!

O nosso século sofre de uma pobreza muito pior do que a falta de dinheiro, ou de alimento…

O nosso século sofre da falta de Deus! Sofre da falta de princípios morais e humanos!

Tantos de nós ficamos espantados com as notícias que vemos todos os dias: assaltos, assassinatos, corrupção, estupros, falta de respeito, etc, etc, etc.

Agora diga-me: será que nós podemos fazer alguma coisa para melhorar esta situação?

E eu afirmo com convicção que SIM, cada um de nós pode ajudar nesta mudança!

Todos estes problemas da sociedade que referimos são fruto da falta de Deus e do fechar os ouvidos aos ensinamentos de Jesus Cristo!

Você talvez se espante com aquilo que vou dizer, mas se essas pessoas que cometem esses crimes, se tivessem sentido o amor de Deus no fundo de suas almas, e tivessem vivido a alegria de uma vida virtuosa e compreendido como o crime ofende a Deus, à sociedade e à própria alma, tenho certeza moral que muitas dessas pessoas nunca teriam cometido os crimes que cometeram.

Daí a importância das dezenas de projetos de evangelização que nossa associação desenvolve anualmente.

Todos os anos nós distribuímos gratuitamente centenas de milhares de livros, opúsculos e materiais de piedade que têm sempre esta dupla intenção de evangelizar pela informação e pela espiritualidade.

Estes projetos têm um elevado custo e nós sozinhos jamais os conseguiríamos realizar, mas graças a Deus somos apoiados por muitas pessoas que se unem a nós nesta luta por um Brasil mais virtuoso!

Ajude-nos também nesta missão de evangelização, pois a nossa ação de hoje repercutirá no Brasil Católico de amanhã.