Quando iniciamos a oração do Ofício Divino e do Ofício de Nossa Senhora rezamos esta bela oração:  “Abri, Senhor, os meus lábios para que louve o vosso santo nome, purificai também o meu coração de todos os vãos, perversos ou inúteis pensamentos; iluminai-me o entendimento, inflamai-me a vontade, para que digna, atenta e devotamente recite este Ofício e mereça ser atendido perante a vossa divina majestade”.

Esta oração ensina-nos resumidamente, mas de um modo perfeito, a atitude que devemos ter também ao rezar o Rosário: digna, atenta e devotamente.

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DIGNAMENTE:  O melhor procedimento é rezar de joelhos diante do Sacrário — o que nos alcança uma indulgência plenária — ou diante de uma imagem de Nossa Senhora. Mas pode-se rezá-lo também em qualquer outra postura digna (por exemplo, modestamente sentado, caminhando, etc.). Seria indecoroso rezá-lo enquanto fazemos algum trabalho manual ou intelectual que divida a atenção ou que interrompa constantemente a oração para responder a perguntas.

ATENTAMENTE: A atenção é necessária para evitar a irreverência que ocorreria se houvesse distração voluntária. Como querer que Deus nos ouça, se começamos por não nos ouvirmos a nós mesmos? As distrações involuntárias não invalidam o efeito da oração, desde que se faça o possível por contê-las e evitá-las.

DEVOTAMENTE:  A devoção consiste numa vontade pronta para as coisas referentes ao serviço de Deus. A própria Rainha do Céu disse ao Bem-aventurado Alan de la Roche: “Sabei que, embora hajam muitas indulgências concedidas ao meu Rosário, eu acrescentei muitas mais pelas diversas partes dele em favor daqueles que o rezarem sem pecado mortal, de joelhos, devotamente, e aos que perseverarem na devoção do santo Rosário, de acordo com essas condições e se o meditarem, obterei para eles, como prêmio, a plena remissão da pena e da culpa de todos os pecados no fim da vida. E não te pareça isto incrível; isto é-me fácil, pois sou a Mãe do Rei dos Céus, que me chama cheia de graça e, como cheia de graça, farei também ampla efusão dela em favor dos meus filhos queridos”.

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Meditação e súplica

São João Paulo II, em sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae nos ensina:

O Rosário é ao mesmo tempo meditação e súplica. A imploração insistente da Mãe de Deus apoia-se na confiança de que a sua materna intercessão tudo pode no coração do Filho. Ela é “onipotente por graça”, como, com expressão audaz a ser bem entendida, dizia o Beato Bártolo Longo na sua Súplica à Virgem.


Mistérios da glória

“A contemplação do rosto de Cristo não pode deter-se na imagem do crucificado. Ele é o Ressuscitado!”. O Rosário sempre expressou esta certeza da fé, convidando o crente a ultrapassar as trevas da Paixão, para fixar o olhar na glória de Cristo com a Ressurreição e a Ascensão.

Contemplando o Ressuscitado, o cristão descobre novamente as razões da própria fé (cf. 1 Cor 15, 14), e revive não só a alegria daqueles a quem Cristo Se manifestou – os Apóstolos, a Madalena, os discípulos de Emaús –, mas também a alegria de Maria, que deverá ter tido uma experiência não menos intensa da nova existência do Filho glorificado.


Primeiro mistério contemplamos a Ressurreição de Jesus

Entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro. Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras? Ela respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar. Disse-lhe Jesus: Maria! Voltando-se ela, exclamou em hebraico: Rabôni! (que quer dizer Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado (Jo 20, 11-18).

Nosso Senhor triunfou sobre a morte e o pecado. Redimido o gênero humano, franqueadas novamente para nós as portas do Céu, a alma sacratíssima de Jesus reúne-se a seu adorável Corpo no sepulcro, de onde sai para aparecer à sua Santa Mãe, às santas mulheres, aos seus Apóstolos e discípulos.

Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a graça de ter sempre presente em nossa lembrança a cena da Ressurreição, e do Juízo Final, durante o qual todos conhecerão tudo de todos.


A esta glória, onde com a Ascensão Cristo Se senta à direita do Pai, Ela mesma será elevada com a Assunção, chegando, por especialíssimo privilégio, a antecipar o destino reservado a todos os justos com a ressurreição da carne. Enfim, coroada de glória – como aparece no último mistério glorioso – Ela resplandece como Rainha dos Anjos e dos Santos, antecipação e ponto culminante da condição escatológica da Igreja.


Segundo mistério contemplamos a Ascensão de Jesus

Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é por ventura agora que ides instaurar o reino de Israel? Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo. Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos.

Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu (At 1, 6-11).

Depois de prometer aos Apóstolos a vinda do Espírito Santo, Nosso Senhor se elevou por seu próprio poder até o Céu empíreo, onde foi recebido com pompas divinas pelo Pai Eterno e toda a corte celestial. A Ele foi dado assento à direita do Altíssimo, de onde voltará, em toda a sua glória e majestade, para julgar os vivos e os mortos.

Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a graça de termos constantemente um ardente desejo de irmos para o Céu, com nossos corpos glorificados.

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No centro deste itinerário de glória do Filho e da Mãe, o Rosário põe, no terceiro mistério glorioso, o Pentecostes, que mostra o rosto da Igreja como família reunida com Maria, fortalecida pela poderosa efusão do Espírito, pronta para a missão evangelizadora.


Terceiro mistério contemplamos a descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos

Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se descida do ES.jpgsoprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? (At 2, 1-8).

O convívio intenso dos discípulos com o Mestre não havia sido suficiente para transformá-los, nem sequer para fortalecê-los. Com a descida do Espírito Santo, a Igreja nascida do mistério Pascal de Cristo adquiriu vigor e se expandiu de maneira miraculosa.

Por este Mistério, peçamos à Santíssima Virgem que interceda por nós junto ao Seu Divino Esposo, para nos obter a plenitude dos dons que tanto transformaram os discípulos de Jesus e, assim, possamos cumprir com perfeição nossa missão.


No âmbito da realidade da Igreja, a contemplação deste, como dos outros mistérios gloriosos, deve levar os crentes a tomarem uma consciência cada vez mais viva da sua nova existência em Cristo, uma existência de que o Pentecostes constitui o grande “ícone”. Desta forma, os mistérios gloriosos alimentam nos crentes a esperança da meta escatológica, para onde caminham como membros do Povo de Deus peregrino na história. Isto não pode deixar de impeli-los a um corajoso testemunho daquela « grande alegria » que dá sentido a toda a sua vida.


Quarto mistério contemplamos a Assunção de Maria co Céu

Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias. Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos. Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus (Ap 12, 1-10).

Maria Santíssima, cumprida sua missão nesta Terra, e toda ardente do desejo de se unir ao seu adorável Filho na eternidade, adormeceu suavemente no Senhor. Não foi a morte vestida de luto e tristeza, mas antes o amor divino, adornado de luz e alegria, que veio romper o fio de tão nobre vida. E sem que seu corpo virginal sofresse as injúrias da corrupção, também Ela ressuscitou e foi levada gloriosamente aos Céus, de onde saiu a recebê-La Jesus, com a bem-aventurada companhia dos Anjos e dos Santos.

Maria entra na mansão celestial. Toda formosa e resplandecente, como a bendita entre todas as mulheres, a cheia de graça, a predileta de Deus, a imaculada, a mais bela de todas as criaturas.

Por este Mistério, peçamos à Santíssima Virgem uma ardorosa e terna devoção a tão boa Mãe.


Quinto mistério contemplamos a Coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra

Estendi meus galhos como um terebinto, meus ramos são de honra e de graça. Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança, em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos; pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel. A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos. Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna (Eclo 24, 22-28; 30-31).

Nossa Senhora é glorificada pela Santíssima Trindade. “Ela resplandece como Rainha dos Anjos e dos Santos, antecipação e ponto culminante da condição escatológica da Igreja” (Rosarium Virginis Mariae, n. 23). Em meio ao júbilo de toda a corte celeste, o Pai Eterno A coroou, comunicando-Lhe a onipotência da súplica, o Filho, a sabedoria; e o Espírito Santo o amor.

Premiada com esse tríplice diadema, Nossa Senhora, Soberana e Mãe compassiva, começa a estender sobre nós, filhos e vassalos dEla, a inesgotável abundância de suas misericórdias.

Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a perseverança na graça e a coroa da glória.


É Cristo que vive em mim

Uma coisa é clara! Se a repetição da Ave Maria se dirige diretamente a Maria, com Ela e por Ela é para Jesus que, em última análise, vai o ato de amor. A repetição alimenta-se do desejo duma conformação cada vez mais plena Cristo, verdadeiro “programa” da vida cristã. S. Paulo enunciou este programa com palavras cheias de ardor: “Para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Flp 1, 21). E ainda: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20). O Rosário ajuda-nos a crescer nesta conformação até à meta da santidade.

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Conclusão

Queridos irmãos e irmãs! Uma oração tão fácil e ao mesmo tempo tão rica merece verdadeiramente ser descoberta de novo pela comunidade cristã.

Penso em vós todos, irmãos e irmãs de qualquer condição, em vós, famílias cristãs, em vós, doentes e idosos, em vós, jovens: retomai confiadamente nas mãos o terço do Rosário, fazendo a sua descoberta à luz da Escritura, de harmonia com a Liturgia, no contexto da vida quotidiana.


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